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Domingo, 16 de Agosto de 2009

"Nerissa Gaunt" - Chap 30

 

Salazar's Inherance Trilogy 

Nerissa Gaunt
Capitulo Trigésimo

 

 

Enquanto descia os campos de Hogwarts, não se dando ao trabalho de se abrigar da forte tempestade que ainda se fazia sentir, Severus ia amaldiçoando-se a si mesmo. Como é que se podia ter esquecido de procurar ali, no primeiro local onde devia ter procurado?
 
Ele já sabia onde Nerissa estava. Por uma razão que ele ainda desconhecia, a sua namorada havia-se refugiado num local que era sagrado para ambos. Tinha sido ali que, no primeiro ano em Hogwarts, haviam começado a namorar, trocando o seu primeiro beijo… Tinha sido ali que nos últimos quatro Verões haviam passado mais tempo juntos a desfrutar o sol e o bom tempo, assim como a estudar para os exames de final de ano… No entanto, também tinha sido para ali que tinham corrido de cada vez que algo corria mal, de cada vez que para um deles, os seus fardos se haviam tornado demasiado pesados. Nerissa viva sempre assombrada pela figura de Voldemort, mas Severus também tinha o seu próprio pesadelo… a violência e desinteresse do seu pai do Tobias, e fragilidade da sua mãe Eileen, que mesmo com o passar dos anos não haviam melhorado.
 
O coração de Severus acalmou-se finalmente quando ele conseguiu distinguir ao longe a silhueta de Nerissa, sentada num aglomerado de pedras que se encontravam na fronteira entre a Floresta Negra e o Grande Lago.
 
Não demorou muito tempo para que ele conseguisse alcançá-la, e sentar-se diante dela naquelas mesmas pedras. Felizmente para ambos, os braços longos dos ramos das árvores da floresta abrigavam-nos ali, protegendo-os da chuva que caía impiedosamente.
 
A princípio não trocaram palavras, apenas olhares. Ambos tinham os seus mantos e uniformes dos Slytherin encharcados. Os seus cabelos compridos negros escorriam água, e os seus queixos tremiam ligeiramente pelo frio daquele Novembro rigoroso. Severus arfava de exaustão, pelo que qualquer tentativa que fazia para falar saía furada. O rosto de Nerissa, apesar de pálido e lívido, e apesar de parecer que havia estado a chorar durante bastante tempo, estava agora mais calmo.
 
Foi ainda a recuperar o seu fôlego que Severus falou, alcançando o cabelo molhado de Nerissa numa carícia, “Desculpa não ter percebido logo que estavas aqui…”
 
Nerissa suspirou sorrindo, ao mesmo tempo que deixava cair mais uma lágrima. “Estava a ver que nunca mais chegavas.”
 
No mesmo segundo, Severus envolveu-a no seu abraço forte, enquanto lhe beijava os cabelos de cheiro silvestre. Sentia que era culpa dele o facto de Nerissa ter passado sozinha pelo que quer que fosse que a tivesse deixado naquele estado. “Desculpa-me, Nerissa… Desculpa-me…”
 
“Não sejas tolo, Severus.” Suspirou tristemente a jovem mais uma vez, agora extremamente confortável nos braços daquele de quem tanto gostava, apesar de ambos estarem cada vez mais frios, “Eu é que fugi de ti... Eu é que não deixei que viesses comigo.”
 
“Queres contar-me o que se passa?” Perguntou-lhe Severus a medo após um longo momento de silêncio. Não queria forçar Nerissa a falar de algo que a estava a deixar num estado tão miserável, mas sentia-se impotente, não sabendo o que dizer, “Estou preocupado contigo… Nem sei o que fazer ou o que dizer para te ajudar.”
 
“Oh, mas é tanta coisa… Tanta coisa!” Quase gritou ela, apertando o corpo gelado e húmido de Severus, ao mesmo tempo que a angústia que sentia parecia sufocá-la. Mais lágrimas voltaram a cair, e depressa Nerissa estava a soluçar como uma criança pequena.
 
“Shh… Calma, Nerissa.” Implorou Severus, verdadeiramente assustado. Facilmente pegou em Nerissa e colocou-a ao seu colo, onde a começou a embalar suavemente, enquanto lhe ia acariciando os cabelos e a nuca, numa desesperada tentativa de a acalmar. “Eu estou aqui, e não vou a lado nenhum.”
 
À medida que os soluços de Nerissa foram acalmando, ela começou a contar-lhe tudo o que se havia passado naquela manhã. Falou-lhe sobre a carta que recebera de Voldemort, do facto de ele se estar a declarar imortal, invencível, e depois deu-lhe a carta para as mãos, para que ele próprio a lesse.
 
Depois falou-lhe da visão estranha que tivera do enorme corvo a engolir uma serpente, do quão real aquilo lhe tinha parecido… e ao mesmo tempo o quão estranho e bizarro aquilo tinha sido. Também Severus não conseguiu dar sentido algum àquela visão.
 
Em seguida, e saltando os pormenores da perturbadora conversa com Raphael, Nerissa contou-lhe sobre a dolorosa visita ao gabinete do director de Hogwarts. Perante um Severus completamente atónito, a jovem procurou recriar ao máximo a conversa, contando-lhe cada detalhe, cada palavra que havia trocado com Dumbledore… e claro, sobre tudo o que sentira enquanto estava a ser analisada pelo par de olhos azuis brilhantes daquele professor.
 
E por fim, caiu o silêncio entre os dois. Nerissa sentia-se como se alguém lhe tivesse arrancado do peito toda a preocupação e medo que sentia. Agora que tinha Severus a abraçá-la e a ouvi-la, tudo parecia suportável.
 
No entanto, a mente do jovem debatia-se sobre se deveria repreender ou não Nerissa pela importante decisão que ela havia tomado naquela manhã… Uma simples recusa da ajuda que Dumbledore tinha para lhe oferecer, podia ter ditado a sua própria sentença.
 
Ainda acariciando os cabelos de Nerissa, que continuava deitada no seu colo, Severus murmurou gravemente, “Tu devias ter contado tudo ao professor Dumbledore.”
 
“Não, não devia.” Respondeu simplesmente Nerissa. O seu coração recomeçava a bater violentamente como um tambor.
 
“Ele pode ajudar-te.” Continuou a insistir Severus no mesmo tom calmo, mas muito grave, “Tenho a certeza que ele é melhor feiticeiro, e muito mais experiente que o Voldemort. Com a tua ajuda ele ia conseguir pará-lo, de certeza absoluta.”
 
“Não… não seria suficiente. E ninguém se volta contra o Voldemort sem sofrer as consequências. Não há nada que eu ou o Dumbledore possamos fazer sem sairmos prejudicados… O corpo de Nerissa começou a tremer violentamente, e desta vez nada tinha a ver com o frio que sentia.
 
De uma vez a jovem saiu do colo de Severus e se sentou diante dele, olhando fundo nos seus pequenos olhos negros, “Tu leste a carta! O Voldemort disse que tinha arranjado uma forma de contornar a morte! Como é que eu posso esperar que as medidas que o Dumbledore fosse tomar, iam de facto parar o Voldemort de uma só vez?... Aposto que é possível pará-lo, ele tem de ter uma fraqueza, mesmo dizendo-se imortal. O meu medo é o que ele poderá fazer, quando descobrir que eu estou contra ele… desde esse momento, até à sua queda, ele ia arranjar uma forma de me fazer sofrer e muito…”
 
“Mas Nerissa…” Voltou a insistir o jovem, tentando dar a mão a Nerissa, mas ela recusou, dando-lhe um safanão violento e gritando-lhe enervada:
 
“NÃO PERCEBES!? ELE IA COMEÇAR POR TI! Ele ia torturar-te, matar-te, qualquer coisa que ele soubesse que me ia afectar, que me ia fazer sofrer! Eu não consigo sequer imaginar a minha vida sem te ter a meu lado… E muito menos consigo tolerar a ideia de que poderás sofrer ou perder a vida, por minha causa.”
 
Severus percebeu onde ela queria chegar. Mas engolindo o medo que começava a sentir, ele disse-lhe, tentando chamá-la à razão, “Nerissa, a minha morte, ou o que seja, não é nada comparado com o número de vidas que o Voldemort está a pensar matar e subjugar! Ele quer aniquilar todos os feiticeiros filhos de muggles, quer impor a soberania dos feiticeiros sobre todas as outras raças…”
 
A sua voz já não era mais elevada que um sopro, o medo parecia sufocá-lo, mas Severus sabia que esta era a atitude correcta, “Tens de pensar em todos os outros, e em como eles poderão sofrer… Em como o Voldemort pode destruir o mundo como nós o conhecemos, antes de pensares no que ele me ia fazer a mim se te voltasses contra ele.”
 
Os olhos de Nerissa espelharam-se de lágrimas. Só ela sabia o quanto lhe custava admitir o que estava prestes a admitir, “Desculpa, Severus, eu sei que vou soar completamente egoísta e arrogante a dizer isto… Mas que se lixem todos os outros, e que se lixe o mundo como o conhecemos. Eu não te vou perder.”
 
Um logo e perturbador silêncio caiu entre o casal. Nerissa sentia-se envergonhada por estar a ser tão egoísta, mas ele tinha que compreender… Ela não o podia perder, nunca daquela maneira. Claro que se sentia de rastos por saber que estava a ajudar a criar um movimento que iria destruir muitas famílias e roubar inúmeras vidas… Mas Nerissa acreditava também, que não era ela a pessoa destinada a dar um fim a Voldemort. Não era esse o seu papel na grande roda do destino… Ele ia ser parado, ela tinha certeza que Voldemort encontraria o seu par, aquele que ia por fim ao pesadelo, e algo dizia a Nerissa que essa pessoa não era Dumbledore, e muito menos ela própria.
 
Por seu lado, Severus conseguia compreender a atitude da jovem, apesar de não a aceitar muito bem. Também sabia que não era só por ele que Nerissa se estava a recusar a lutar contra Voldemort. Virar as costas ao feiticeiro negro era a mesma coisa que voltar as costas ao pai, o velho Marvolo Gaunt, e Nerissa jamais faria isso.
 
Severus percebia que Nerissa não estava a escolher o caminho mais fácil… Fácil seria desistir de tudo agora e entregar o seu futuro nas mãos de Dumbledore. Difícil seria manter-se fiel às escolhas que tinha feito até ao presente e continuar a acreditar que um dia, aquele destinado a destruir Voldemort viria para cumprir o seu destino.
 
Não conseguindo mais ficar a olhar para as lágrimas que escorriam silenciosas pelo rosto de Nerissa, Severus tomou-a mais uma vez nos seus braços. Embalando-a, ele perguntou-lhe o que mais o estava a intrigar, “Então como é que vais continuar com as reuniões e os treinos dos Aprendizes, quando o Dumbledore já admitiu desconfiar do que está a acontecer?”
 
Ainda soluçando, Nerissa respondeu, “Foi por isso que fui à Torre das Corujas. Enviei uma carta ao Voldemort a pedir ajuda, a decisão do que fazer a seguir será dele.”
 
Novamente caiu o silencio, enquanto os soluços da jovem eram substituídos por profundos suspiros, e depois Severus voltou a colocar uma questão, “… E em relação ao teu pesadelo, e à visão do corvo e da serpente? Tens alguma pista sobre o que quererão dizer?”
 
“Não faço a mais pequena ideia…” Respondeu sinceramente Nerissa, já mais calma e sentando-se no colo de Severus, para poder olhá-lo nos olhos, “E é por isso que estou a pensar pedir ajuda a alguém que esteja mais dentro destes assuntos.”
 
O jovem ficou confuso, “Vais contar à professora de Artes Divinatórias o que tens visto?”
 
“Se eu contasse tudo isso à professora Arthemisa, ela ia desconfiar das minhas origens de certeza… Ia fazer demasiadas perguntas às quais eu não ia querer responder.” Um sorriso irónico alastrou pelo seu rosto ao admitir isto, e depois Nerissa acrescentou com o olhar vazio, “Não… Assim que tiver oportunidade vou falar com a minha prima.”
 
“Tu vais falar com a Sybill Trelawney?!” Quase se engasgou Severus, “Mas ela nem sequer sonha com o vosso parentesco… e muito menos que vocês têm as mesmas capacidades divinatórias por serem ambas descendentes da Cassandra Trelawney!”
 
“É precisamente isso que eu quero.”Admitiu Nerissa, ainda com os seu olhar baço, “Ela não vai fazer perguntas, e se fizer, eu escapo-me delas facilmente… Aliás, ela é só três anos mais velha que eu, de certeza que compreende o que estou a passar por sermos ambas descendentes da mesma vidente. Tenho a certeza que ela sabe as respostas para o que vejo.”
 
Apesar de as duas primas não trocarem mais do que ocasionar cumprimentos, Severus constatou, “É arriscado, mas pode funcionar…”
 
Com um suspiro profundo, e aninhando-se novamente nos braços de Severus, Nerissa disse, “Estou a contar com isso.”

 

* * *

Continua...

Só depois de ter terminado o capitulo é que me dei conta que ele era só "Blá Blá Blá..." Espero sinceramente não ter desiludido ninguém depois do tempo de espera, mas acho que foi importante fazer este ponto de situação, e perceber o que é que vai ser feito a seguir. Desculpem se ficou uma grande seca --'

 

Preciso de opiniões...

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Sitting, waiting, wishing...
música: Nine Inch Nails - Hurt

publicado por Dreamer às 13:38

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De KellysPimenta a 16 de Agosto de 2009 às 21:34
nao esta nada bla bla bla

esta tao lindo

eu adorei as palavras de nerissa

e nao a culpo por querer proteger o severus.....

adorei o capitulo

beijinhos



 


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