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Domingo, 9 de Agosto de 2009

"Nerissa Gaunt" - Chap 28

 

Salazar's Inherance Trilogy 

Nerissa Gaunt
Capitulo Vigésimo Oitavo 

 

 

 

Ser cegada pelo medo, pelo stress e pela angústia… Sentir todo o corpo tremer, sentir os pensamentos a escaparem-se e o ar que se inspira a faltar… Nerissa só se costumava sentir assim diante de um homem, aquele que se auto-intitulava Lord Voldemort. A jovem jamais imaginara vir a sentir-se assim diante do arqui-inimigo daquele feiticeiro negro, o actual director da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, o professor Albus Dumbledore.
 
Ao mesmo tempo que atravessava os corredores do castelo, e era guiada pelo professor até ao seu gabinete, Nerissa ia imaginando o qual seria o tema do qual ele tanto lhe queria falar… e temia, temia muito, que esse tivesse a ver com Voldemort, as actividades com os Aprendizes, ou quem sabe, com as suas frequentes pesquisas na secção restrita da biblioteca da escola.
 
Se Nerissa não estivesse num estado de choque tão grande teria reparado como a gárgula que ladeava a passagem para o gabinete do director parecia viva, enquanto girava sobre si mesma, revelando a entrada. Se o medo não a estivesse a afogar naquele momento, a jovem teria ficado fascinada com a enorme quantidade de pequenos aparelhos metálicos que zumbiam, tiniam, giravam e rodopiavam em todas as prateleiras do interior daquele gabinete. Se não se sentisse com se uma corda estivesse a apertar cada vez mais a sua garganta, Nerissa teria até ficado surpresa ao deparar-se com incontável número de molduras dispostas pelas paredes, e que hospedavam as figuras adormecidas dos antigos directores de Hogwarts… Ter-se-ia até rido do facto de dois deles parecem estar a fazer uma competição para ver quem ressonava mais alto.
 
“Entra e senta-te, Nerissa. Está à vontade… Ah, não te importas que eu te chame Nerissa? É mais informal.” Convidou a voz quente do professor Dumbledore, apontando para o cadeirão diante sua da secretária, depois de ter tomado o seu lugar, na poltrona do director.
 
Só aí é que a jovem se apercebeu que continuava parada na entrada, como se tivesse sido alvo de um feitiço de petrificação.
 
“Oh, mas é claro que não me importo…” Gaguejou ainda assustada, entrando atrapalhada e depois sentando-se mais atrapalhada ainda, “Obrigado, professor.”
 
Depois Nerissa cometeu o maior erro que podia ter cometido: Fitou os olhos azuis do director e nesse momento foi como se ele tivesse entrado dentro da sua mente e visto tudo o que ela estava a pensar, a sentir… a temer.
 
Que tipo de medidas Dumbledore tomaria quando descobrisse toda a verdade sobre si mesma e Voldemort? Seriam os dois condenados a passar o resto de suas vidas em Azcaban, juntamente com todos os Devoradores da Morte e Aprendizes…? Juntamente com Severus, que nenhuma culpa tinha no meio daquela catástrofe?
 
E após um longo e desconfortável momento de silêncio, a voz grave de Dumbledore fez-se ouvir, enquanto ele ainda fitava os grandes olhos negros de da jovem, “Consegues imaginar porque é que eu te chamei aqui, Nerissa?”
 
Foi com grande dificuldade que Nerissa conseguiu mentir, enquanto gaguejava cada vez mais assustada, “Não… Não sei, professor.”
 
Dumbledore voltou a fazer uma dolorosa pausa, mais uma vez perfurou a mente da jovem com o olhar, e Nerissa teve a certeza que ele já sabia a resposta da pergunta que fazia, “Pensa bem… Continuas sem saber porque te chamei?”
 
Desta vez a jovem não foi capaz de mentir ao director de Hogwarts que permanecia a fitá-la com os seus bondosos olhos azuis. Simplesmente se manteve em silêncio, incapacitada de responder… Envergonhada por todos os actos que cometera a mando de Voldemort.
 
Os olhos bondosos de Dumbledore transfiguraram-se numa expressão triste. Num suspiro o director murmurou, “Estou preocupado contigo, Nerissa.”
 
“Preocupado, professor?” Gaguejou a jovem, genuinamente confusa. Ele não poderia estar preocupado com ela se soubesse as atrocidades que Voldemort a ensinara a fazer na posse de uma varinha.
 
“Eu não sou um homem novo. Já vi muitas coisas acontecer…” Continuou Dumbledore, agora erguendo-se do seu lugar e passeando diante o que parecia ser um poleiro vazio, coberto de cinzas. Nerissa não teve sequer tempo para se perguntar de onde teriam vindo aquele monte de cinzas, quando do meio delas surgiu uma pequena ave recém-nascida de um vermelho muito vivo… A jovem soube que se tratava de uma Fénix, e pela primeira vez naquele encontro, e ainda que por breves momentos, conseguiu esquecer o medo que a assustava e fascinar-se por aquela pequena criatura que renascia das cinzas, que piava adoravelmente para Dumbledore.
 
Um sorriso bastante carinhoso surgiu no rosto dele, enquanto ele observava a sua Fénix renascer… Sorriso esse que se dissipou segundos depois, quando a sua voz triste constatou, “Sabes, Nerissa, eu sou bastante observador... E atrevo-me a dizer até que muito poucos acontecimentos se dão em Hogwarts, sem que eu me aperceba deles.”
 
O medo regressou ao peito de Nerissa, e ela afastou depressa os olhos da pequena ave, fitando agora o chão, já que também estava a ter sérias dificuldades em contacto visual com o director, “Desculpe professor, mas eu não estou a perceber…”
 
“Está a passar-se algo em Hogwarts.” Proclamou a voz de Dumbledore, mas grave do que a Nerissa alguma vez a tinha ouvido. Olhando-o por breves segundos, a jovem foi capaz de ver uma profunda preocupação no seu rosto. “Está a passar-se algo de bastante grave, para ser sincero. Tem havido uma concentração muito elevada de Magia Negra dentro das muralhas da nossa escola nos últimos anos, o que me obriga a preocupar-me e muito com a segurança e o bem-estar dos alunos. Ainda não descobri a fonte de onde esta Magia Negra provém, nem a razão pela qual se instalou aqui, em Hogwarts… estava na esperança que me pudesses ajudar.”
 
Oh, não… OH, NÃO! A adrenalina e o medo começaram a correr fortes nas veias da jovem e os seus pensamentos dispararam a uma velocidade louca.
 
Nerissa teve vontade de fugir, de correr, de se esconder… De se afastar o mais possível de Hogwarts, de não ter de olhar nos olhos de Dumbledore nunca mais! Ele sabia, ele tinha percebido… Mas é claro que ele tinha percebido! Um feiticeiro tão experiente e tão sábio certamente que pressentia de cada vez que estava na presença de Magia Negra. E neste momento a própria rapariga era um contentor enorme de Magia Negra prestes a ser liberta.
 
Nerissa já não sabia o que fazer, nem o que dizer… Valeria a pena continuar a mentir, a fingir que não sabia de nada? Dumbledore devia estar a pô-la à prova, a dar-lhe uma hipótese de se redimir… Esta era a hora de confessar. Quem sabe o director de Hogwarts não a ajudaria a combater Voldemort?
 
Mas depois a imagem do velho Gaunt veio à mente da jovem… O seu pai. Nerissa não podia desapontar o seu próprio pai! E Voldemort… Ninguém podia desafiar Voldemort e esperar não sofrer as consequências. Severus… Nerissa tinha a certeza que Voldemort atacaria Severus primeiro, porque sabia que era assim que ela sofreria mais.
 
A farsa não podia acabar.
Nerissa tinha de continuar a mentir ao único feiticeiro que poderia de facto ajudá-la.
 
A jovem só esperou que o seu falso tom surpreso convencesse Dumbledore, “Eu!? Eu ajudar o professor?... Mas eu não…”
 
“Tu sim, Nerissa!” Insistiu Dumbledore, agora demonstrando um pouco de impaciência, “Tens requisitado da Biblioteca de Hogwarts os livros mais negros lá existentes. Tens feito muita pesquisa sobre o assunto nos últimos anos. És mais conhecedora da Magia Negra que muitos dos teus colegas de sétimo ano… e, atrevo-me a dizer, sabes mais das Artes Negras do que grande parte dos professores a ensinar nesta escola.”
 
Um nó apertou-se na garganta de Nerissa, mas ela não podia dizer a verdade… Simplesmente não podia! A sua voz soou demasiado fraca, “Mas tudo o que eu pesquisei foi por curiosidade, professor. Eu não fiz nada…”
 
“Eu não te estou a acusar de nada, Nerissa.” A voz de Dumbledore voltou ao mesmo tom preocupado e triste de antes, e conseguindo finalmente olhar nos seus olhos azuis novamente, a jovem já não conseguiu fugir deles. Só gostava que me pudesses ajudar a tentar perceber o que se passa na nossa escola.”
 
“Professor, eu… Eu não tenho maneira de o ajudar.” Gaguejou, falando cada vez com mais dificuldade.
 
O olhar terno, quase paternal, com que o director a olhou, fê-la querer morrer ali naquele instante. “E eu, Nerissa? Posso ajudar-te de alguma forma?”
 
“O quê?!” Quase se engasgou a jovem, tendo dificuldade em acreditar no que os seus ouvidos ouviam. Estaria ele de facto a oferecer-se para a ajudar a sair daquele pesadelo?... A rebelar-se contra Voldemort? A calar a sua loucura?
 
“Nerissa, há alguma coisa que querias contar-me?” Insistiu Dumbledore pela última vez, voltando a perfurá-la com os seus olhos azuis.
 
“Não… Não professor, não há.” Respondeu ela com grande dificuldade. Queria poder contar tudo a Dumbledore, queria poder acabar com o pesadelo em que se tinha tornado a sua vida naquele mesmo instante… Mas não podia.
 
Antes de voltar a falar, o director enviou a Nerissa um olhar muito triste e extremamente preocupado. Parecia desiludido, quando a ajudou a levantar-se, “Então vá, vai para a tua aula de Poções. Já te roubei por demasiado tempo ao Horace, ele ainda se vai chatear comigo.”
 
Nerissa foi caminhando lentamente para a porta de saída do gabinete do director. Todos os músculos do seu corpo estavam tensos graças aos nervos que sentia e que lhe iam prendendo os movimentos. A sua mente continuava a funcionar a mil quilómetros por hora. A jovem tinha a certeza que o director sabia a verdade sobre o que se estava a passar. Podia não ter provas, podia não ter certezas absolutas, mas ele sabia…
 
Foi por se sentir na obrigação de dizer algo, que Nerissa estacou a sua marcha, quando já tinha o puxador da porta na sua mão. “Professor…?”
 
“Sim, Nerissa?” O olhar azul cheio de esperança de Dumbledore, roubou a Nerissa o acesso de coragem que tinha sentido.
 
Um sentido, “Obrigado.” foi tudo o que saiu da boca da jovem.
 
Os seus olhos encheram-se de lágrimas quando virou as costas a Dumbledore, fechando com um estrondo a porta do seu gabinete e descendo num passo apressado a escada em caracol que lhe dava acesso.
 
Tinha acabado de voltar costas ao único feiticeiro vivo capaz de fazer frente a Voldemort. Tinha recusado ajuda do único homem que talvez a pudesse ajudar. Nerissa sabia, que daquele momento em diante, tinha o seu destino traçado. Não havia retorno.
 
As lágrimas não chegaram a molhar o rosto da jovem. Ela tinha tomado a decisão que precisava de ser tomada. Assim, orgulharia o pai, ia conseguir fazer com que ele olhasse para ela feliz por a ter como filha… e preservaria Severus, seu amado, que infelizmente já estava demasiado envolvido naquele pesadelo para sair dele sem se magoar, ou pior...
 
Nerissa já estava a caminho da sala de aula de Poções quando corrigiu a sua rota, encaminhando-se agora para a Torre das Corujas. Analisando friamente aquela conversa que tivera com Dumbledore, tinha de reconhecer que se tornava arriscado reunir os Aprendizes em Hogwarts e quase que se tornava uma loucura continuar com os treinos nos terrenos da escola. Era escusado dar mais razões a Dumbledore para os expulsar da escola e enviar a todos para Azcaban.
 
A jovem precisava de arranjar soluções para contornar este problema… Resumindo, tinha uma carta para escrever, e o destinatário era Lord Voldemort.
 
* * *
Continua...
Venho aqui mesmo só deixar-vos o capitulo, porque vou passar o dia às compras! Heheh xD Mais logo volto para visitar os vossos blogs. Mas neste momento, ia ficar com remorsos de saísse de casa sem publicar o capítulo... Vocês não mereciam que eu fizesse isso pelos fantásticos comentários que me têm deixado x)
 
Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Weee! Compras 8D
música: Tra la la la! xD

publicado por Dreamer às 12:03

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14 comentários:
De Maria a 9 de Agosto de 2009 às 13:26
Hi sweety! x)

Recusou ajuda só para agradar o pai e principalmente para proteger o Severus...
Sei que é importante para Nerissa ter o seu pai orgulhoso dela, mas ela também deveria pensar o que é melhor para ela e a vida que está a levar em avante não é definitivamente a melhor!

Quero mais, sim querida?
Beijocas muito grandes, dear!
:D


De Eloise a 9 de Agosto de 2009 às 13:29
Oh, que capítulo lindooo (que novidade!) *-* o Dumbie é tão meigo, só queria que me calhasse um professor assim este ano xD e é tão inteligente, que fofinho xD quero saber o que a Nerissa vai escrever ao Voldieeee! quero maaais :D
diverte-te nas compras, beijinhos.


De Sássára a 9 de Agosto de 2009 às 14:48
AAAAAH. ESTÚPIDA NERISSA :C Desculpa lá amor xD Mas ela devia ter falado com ela, man. Agora olha, desemerda-te xD LOOL, hoje estou mesmo parva man :c

Adoro-te <3


De Sássára a 9 de Agosto de 2009 às 14:48
* Devia ter falado com ele u.u
Agora o Dumbledore até é uma gaja, ahah.


De Prongs a 9 de Agosto de 2009 às 23:38
Que capítulo(s) lindo(s) :)
Sim, que eu não comentei o último.
Há qualquer coisa que eu gosto no Raphael (eu sei sou estranha xD)

Beijinhos ^^


De . a 10 de Agosto de 2009 às 08:40
Mais um capítulo perfeito...

Amei

Posta rápido, sim?

kiss's 2 u
 
Girl in the mirror


De x Puky a 10 de Agosto de 2009 às 19:05
Admiro tanto a pequena Nerissa (que neste capítulo é da mesma idade que eu xD)

Não consigo gostar do Dumbie --' Arma-se em sabichão e depois não faz nada !

Mas consigo gostar, e MUITO, da tua fic^^


De - sara, a 10 de Agosto de 2009 às 19:55
Adoro cada vez mais a tua fic *-*  Ainda não tive tempo de ler todos os outros capitulos, mas secalhar não vale a pena porque já li estes ultimos..

Escreves mesmo bem *-* Parabens!

Beijinho

ps_  Eu tbm tenho uma fic no meu blog.. O principio não está muito bom mas depois melhora, se quiseres ler, lê. ;)


De Joanne a 10 de Agosto de 2009 às 22:00
Pronto, estou de volta dasminhas férias e já me actualizei nesta fic! Ai, nada melhor do que ter á disposição 7 capítulos á distanci de um "click", assim nã sofro de ansiedade pelo proximo xD
Nestes cpítulos, bem... a Nerissa caminha e caminha, sempre para o fundo, coitada da rapariga =[
Tu já sabes o que eu acho, é uma delicia ler isto, quando leio esta fic é que tenho noção " god joana, tu não és nada ao pé disto xD ". Espero ansiosamente pelo próximo!
Beijinho *


De Joanne a 10 de Agosto de 2009 às 22:01
Comentário cheio de erros, maso teclado anda a comer letras, desgraçado --'


De Miss Blody a 11 de Agosto de 2009 às 17:03
Lindo.

Estou á espera de mais.

Mordidelas Sangrentas.


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Dreamer @ 23-02-2009
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