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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

"Nerissa Gaunt" - Chap 27

 

Salazar's Inherance Trilogy 

Nerissa Gaunt
Capitulo Vigésimo Sétimo 
 
 
 
Percorrer sozinha os corredores das masmorras podia ser bastante assustador num dia de tempestade como aquele. O forte som dos trovões chegava abafado às masmorras do castelo de Hogwarts, fazendo chão, paredes e tecto de pedra vibrar sinistramente. Mas a jovem Slytherin do quarto ano, que percorria neste momento um dos mais sombrios e desertos corredores das masmorras, parecia nem sequer reparar no cenário aterrador que se montava à sua volta.
 
A sua mente divagava em demasiadas preocupações… Primeiro, o recrutamento dos três novos Aprendizes de Devorador da Morte. Segundo, o eminente regresso de Voldemort a Inglaterra. Terceiro, o que o feiticeiro negro teria descoberto na Albânia e que lhe queria ensinar. Quarto, o facto de ele afirmar ter-se tornado invencível, controlando a morte. E último, mas não menos importante, o estranho pesadelo repetitivo sobre a sua própria morte, e agora aquela estranha visão do corvo e da serpente.
 
Uma comum rapariga de catorze anos não devia ter mais assuntos a preocupá-la para além de trabalhos da escola, ou namoros com rapazes… Mas como Nerissa já tinha aprendido, ela não era nenhuma rapariga comum. E era por isso que, enquanto atravessava as masmorras, não o fazia lamentando-se ou chorando desamparada… Nerissa caminhava acreditando que, como o corvo da sua visão havia engolido a serpente, também ela, um dia, seria capaz de pôr fim a tudo o que atormentava.
 
A jovem estava quase a chegar à sala de aula onde a sua turma do quarto ano iria ter a aula de Poções, quando se cruzou com Raphael Ravenwood, que também se dirigia para lá. Ele ia distraído, acabando por não reparar em Nerissa. mas infelizmene ela não podia deixá-lo entrar na sala de aula sem falar com ele… Sem lhe comunicar que ele era neste momento reconhecido como um Aprendiz de Devorador da Morte.
 
Fitando as costas de Raphael, e dando graças por estarem os dois sozinhos naquele corredor, Nerissa inspirou fundo para ganhar coragem e chamar aquele que era o colega que ela mais repudiava, “Raphael? Raphael Ravenwood!”
 
O jovem estacou no mesmo instante, voltando-se lentamente para Nerissa. O seu sorriso provocador revelava surpresa, não estava de todo à espera de ser interpelado por ela. “Nerissa… Chamaste-me?”
 
Os seus olhos cor de safira não se desprenderam dos grandes olhos negros da jovem enquanto ele encurtou a distância entre os dois, aproximando-se mais até do que devia. Nerissa recuou dois passos, tentando manter uma distância confortável, mas embateu contra a parede de pedra atrás de si. Estava encurralada por Raphael, e pelos seus olhos de azul ardente.
 
“A que devo esta honra?” Perguntou a voz afectada de Raphael, enquanto os olhos dele desciam do olhar de Nerissa para os seus lábios, e depois para o seu peito.
 
Sentindo-se demasiado exposta, e desejando que afinal Severus estivesse ali com ela, Nerissa falou, com um nó a apertar-se na sua garganta, “Recebi uma carta do Senhor das Trevas esta manhã… Ele pediu-me para te informar que a partir de hoje és um de nós. És um Aprendiz, Raphael.”
 
A vitória ficou estampada no rosto de Raphael, misturada com uma felicidade louca. As mãos do jovem voaram para o rosto de Nerissa enquanto ele soltava uma gargalhada tresloucada. Por mais que quisesse fugir, Nerissa não tinha como sair das mãos de Raphael que agora a apertavam demais.
 
“Eu sabia…” Riu-se ele, com a mesma expressão louca, “Eu sabia que faltava pouco. Eu sabia que o Senhor das Trevas me ia chamar em breve…”    
 
“Raphael, estás a magoar-me…” Queixou-se Nerissa, mas o jovem parecia nem a ouvir. As mãos dele deslizaram pelo corpo dela, uma permanecendo no seu pescoço e outra parando apenas na sua cintura. Raphael, larga-me!” Implorou ela desta vez, ficando cada vez mais assustada.
 
As duas safiras que eram os olhos do jovem pareciam arder mais do que nunca. O tom calmo com que falou a seguir, parecia não condizer com o estado de euforia em que se encontrava, “Não te preocupes, Nerissa… Eu não te vou fazer mal.”
 
A jovem teve de comprimir os lábios com todas as suas forças para não gritar por ajuda quando Raphael aproximou o seu rosto do dela, fazendo os seus narizes tocarem-se.
 
“Não te preocupes, e acredita em mim…Os lábios quentes e molhados dele foram deixando um trilho de beijos, desde a orelha de Nerissa, até ao canto da sua boca, fazendo a jovem estremecer de repulsa. “… Um dia ainda vais implorar que eu o faça.”
 
“Raphael, por favor…” Implorou novamente Nerissa, afastando os seus lábios dos dele, temendo que ele os fosse beijar também,  mas sem nunca se conseguir libertar das suas garras. Aquele mau pressentimento que sentia quando estava perto de Raphael intensificou-se e muito… A felicidade que Nerissa ambicionava ao lado de Severus parecia cada vez mais difcil de alcançar.
 
De repente, toda a força com que Raphael a agarrava, desapareceu. Lentamente, ele começou a libertá-la da armadilha que eram os seus braços, e depois murmurou-lhe ao ouvido, ainda com a voz arrastada, “A partir de agora sou teu Aprendiz, Nerissa. Farei tudo o que desejares.”
 
“Depois do jantar haverá uma reunião com os Aprendizes na nossa Sala Comum, não faltes. Mas agora vai-te embora! Vai para a aula, Raphael!” Ordenou Nerissa sem sequer parar para pensar duas vezes. Queria-o longe dela, o mais longe possível, e queria ainda mais esquecer o que se tinha passado ali, naquele corredor deserto.
 
“Como queiras, minha Mestre.” Sorriu provocadoramente Raphael, enquanto fazia uma vénia pronunciada a Nerissa, e se afastava dela, sem nunca lhe voltar as costas.
 
Ao ver Raphael afastar-se, lenta e compassadamente, com os olhos cor de safira ainda presos aos seus, um medo crescente invadiu Nerissa.  Seria aquele jovem louco o seu destino?
 
Depressa Nerissa afastou isso da sua mente… Que disparate pôr Severus em questão sequer! Jamais se separaria dele. Era impossível! O mundo podia desabar, que Nerissa sabia que aquilo que sentia por ele ficaria intacto. Podia ser demasiado nova, mas tinha a certeza que não queria mais ninguém para além daquele jovem que já tinha feito tanto por ela.
 
Quando o choque permitiu a Nerissa mover-se, seguindo as mesas passadas de Raphael na direcção da sala de Poções, mais alguém entrou naquele corredor. Não querendo prestar muita atenção a quem seria, Nerissa continuou o seu caminho sem olhar para trás, mas foi surpreendida por uma voz grave de um homem… O homem que ela menos tinha coragem para encarar depois de tudo o que havia feito durante os últimos quatro anos em Hogwarts.
 
Era Albus Dumbledore, o director da escola de magia e feitiçaria.
“Bom dia, menina Gaunt.”
 
A voz pareceu faltar a Nerissa por um momento. Depois de muito esforço, a jovem foi capaz de gaguejar atrapalhada, “Oh, professor Dumbledore!”
 
“Não devias estar na tua aula de Poções?” Perguntou-lhe ele. A sua figura alta e esguia, vestida de um manto azul-escuro bordado com constelações douradas, estava dobrada sobre a jovem, inspeccionando-a com um sorriso bastante simpático por de trás dos seus óculos meia-lua.
 
“Sim, sim, eu devia. Estou a ir para lá agora, tinha surgido um imprevisto…” Continuou a gaguejar Nerissa, sem conseguir evitar corar. Estava atrapalhadíssima e não conseguia disfarçá-lo. Agora que pensava nisso, poderia ter Dumbledore ouvido a sua conversa com Raphael? Será que ele desconfiava o que se passava com os jovens Slytherin, aspirantes a Devoradores da Morte?  
 
“Hum… Estou a ver.” Murmurou o director, nada convencido, enquanto penteava a sua longa barba grisalha.
 
“Então eu vou andando, professor.” Apressou-se Nerissa, já a afastar-se de Dumbledore, desejando poder sair dali o mais depressa possível.
 
“Não, espera Nerissa. Já há algum tempo que quero falar contigo sobre um assunto muito importante.” O tom sério do director não agradou em nada à aluna que cada vez mais acreditava que ele já havia descoberto o que se passava dentro das paredes do castelo.
 
Ao ver Nerissa hesitar e fazer um gesto atrapalhado na direcção da sala de poções, Dumbledore nem sequer lhe deu chance de argumentar, e já lhe estava a dizer, “Creio que o professor Slughorn não se vai importar que te atrases mais um pouco por minha causa.”
 
“O… o quê? Não!…” Murmurou Nerissa mais atrapalhada do que nunca, e demasiado apavorada. A jovem revivia para si mesma tudo o que fizera nas últimas semanas tentando encontrar algo que pudesse ter denunciado as práticas dos Aprendizes e não encontrou nenhuma ponta solta... Aliás, não tinha acontecido nada precisamente porque as ordens de Voldemort apenas lhes tinham chegado naquela manhã!
 
Sem esperar que a rapariga formulasse uma frase decente, Dumbledore, convidou-a, mostrando-lhe o caminho, “Segue-me, Nerissa. Vamos para o meu gabinete. Lá podemos conversar mais à vontade, sem que ninguém nos interrompa.”
 
Nerissa não tinha mesmo outra escolha para além de seguir o director de Hogwarts… Mas qual, Oh qual!, é que era o assunto tão importante que Dumbledore tinha para lhe falar?
 
Continua...
* * *
Primeiro o Raphael, e agora o Dumbledore... Esta manhã está mesmo a ser bastante atribulada para a pobre da Nerissa. Conseguem imaginar o que é que o Dumbledore lhe vai dizer? Têm tempo para puxar pela cabeça, porque o próximo capitulo só virá amanhã, ou quem sabe, Domingo! xD Mais uma vez, a minha crueldade não tem limites...
 
Muito obrigada a todos que comentaram. Nem imaginam a força que sinto para escrever depois de ler as vossas palavras maravilhosas! Obrigada por tudo x)
 
Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Acabadinha de vir da praia ^^
música: Butcher - Black Dahlia

publicado por Dreamer às 17:04

link do post | favorito

De Sássára a 7 de Agosto de 2009 às 18:10
Eu adoro o Albus Dumbledore, é uma das minhas personagens favoritas de toda a saga :3 Eu acho que ele já descobriu, afinal ele não é nenhum estúpido. Talvez a ajude a sair deste pesadelo...

Adoro-te <3


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