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Domingo, 19 de Julho de 2009

"Nerissa Gaunt" - Chap 21

Salazar's Inherance Trilogy 

Nerissa Gaunt
Capitulo Vigésimo Primeiro
 
 
O tecto do Grande Hall estava tingido das nuvens cinzentas que cobriam o céu daquela manhã de Outubro. Embora ainda poucos estudantes ali se tivessem dirigido, o pequeno-almoço já tinha começado a ser servido, e o constante burburinho de mexericos e gargalhadas preenchia o salão.
 
Quando Severus e Nerissa entraram, dirigiram-se juntos para a mesa dos Slytherin, de mãos dadas por de baixo dos seus mantos negros, como faziam todas as manhãs. Depois da curta, mas perturbadora, troca de palavras com Raphael, ambos desejavam que manhã fosse passada sem mais distúrbios… Queriam ter uma manhã normal, calma. Mas quaisquer expectativas disso acontecer foram desfeitas quando ao passarem pela mesa dos Ravenclaw, viram um grupo de estudantes Gryffindor do terceiro ano a gozar com uma bizarra jovem do sexto ano.
 
Não era costume estudantes mais novos importunarem os mais velhos, mas esse «costume» não parecia aplicar-se a jovem de desasseis anos Sybill Trelawney… Muito menos aos quatro rapazes de catorze que a gozavam, apelidados de Marauders: James Potter, Sirius Black, Peter Pettigrew e Remus Lupin.
 
Nerissa não teve coragem de seguir em frente, fingido que aquilo não lhe dizia respeito, como aliás muitos outros estudantes estavam a fazer… A jovem e Severus podiam ser os únicos a sabê-lo, mas Sybill era sua prima. Por mais excêntrica que fosse, eram da mesma família, e Nerissa podia nunca ter tido coragem de travar uma simples conversa com Sybill, mas o afecto que sentia por ela era enorme.
 
“A Trelawney diz que prevê o futuro, que é uma vidente! Não é, Trelawney?” Riu-se James, ajeitando os seus óculos redondos enquanto sondava uma Sybill encolhida no seu lugar, tentando comer uma torrada como se nada se estivesse a passar.
 
“Com aqueles óculos fundo de garrafa acredito bem que veja mais além do que qualquer outra pessoa!” Juntou-se a ele Sirius, pousando como um abutre por cima da mesa.
 
Por de trás daqueles dois, um pequeno rapaz saltitava rindo e batendo palmas, esse era Peter. Remus estava ao lado dele, tentado dissuadir os amigos a deixar a jovem em paz, mas nenhum deles pareceu dar-lhe ouvidos.
 
“Então prevê lá o meu futuro, Trelawney!” Rugiu James, provocando mais gargalhadas a Peter.
 
“Diz-me também o meu! Será que se eu der uma trinca nessa tua torrada, me vou engasgar? Achas que sim!?” Dito isto, Sirius roubou a torrada a Sybill e começou a comê-la, falando enquanto mastigava, “Vou morrer se me engasgar com a tua torrada? Vou?!”
 
A jovem manteve-se encolhida, fechando os olhos e pressionando os lábios com toda a força, como se estivesse na esperança de desaparecer dali.
 
“Oh, não!” Gritou James a seguir, saltando por cima de Sybill para amparar Sirius, que fingia estar a engasgar-se de forma aparatosa e teatral, atraindo as atenções de todos no Grande Hall.
 
“Tu previste o futuro, Trelawney!” Riu-se James às gargalhadas enquanto o seu colega continuava a espernear e a guinchar, “Agora o Sirius está a morrer!”
 
Por baixo deles, Sybill começava a ganhar uma tonalidade roxa, como se estivesse a suster a sua respiração, à medida que gordas lágrimas lhe escorriam pelo rosto.
 
Nerrisa não conseguiu ficar a assistir nem mais um segundo àquele espectáculo degradante, e apesar da mão de Severus a ter tentado puxar, para a impedir, a rapariga avançou.
 
“Vocês importam-se de parar de agir como duas crianças e deixam-na em paz, por favor!” Para desgosto de Nerissa, a sua voz ecoou no Grande Hall, desviando todas as atenções de James e Sirius para si.
 
Os dois rapazes imobilizaram-se no mesmo momento, olhando admirados para a figura à sua frente. Sybill por sua vez abriu os seus grandes olhos novamente, espelhando pura surpresa e confusão.
 
“Vejam só quem veio salvar a situação… A namoradinha do Snivellus!” Riu-se Sirius, já recomposto do seu teatro, mas ainda cheio de migalhas da torrada por todo o seu manto negro.
 
Ao fundo, na mesa dos Gryffindor, agitou-se uma cabeleira ruiva. Nerissa sabia tratar-se de Lily, sua melhor amiga, de quem tinha decidido afastar-se e com quem ainda não tinha falado aquele ano… mas preferiu esquecer essa dolorosa situação no momento, e concentrar-se em James que avançava agora para ela.
 
“Pode saber-se o que tens a ver com isto, Gaunt? Não conheces a Trelawney, não és amiga dela, não tens nada a ver com ela…” Aquela constatação de James feriu mais a Nerissa do que ela gostaria. De facto não tinha nada a ver com Sybill, simplesmente para que esta se mantivesse longe do pesadelo no qual a vida de Nerissa se tinha tornado… mas sendo assim, como poderia justificar aos presentes esta intervenção?
 
Não tinha pensado nisso antes, fora um impulso, mas felizmente sabia lidar com a pressão e as palavras saíram-lhe como se fossem a mais pura e simples verdade. “É como dizes, eu não tenho nada a ver com ela… Mas o que estão a fazer diz respeito a todos a partir do momento em que fazem uma dramatização destas no meio do refeitório. E eu como muitos outros neste salão, gostávamos de tomar o nosso pequeno-almoço em paz e sem criancices da vossa parte.”
 
“Por Merlin, é preciso ter lata!” Suspirou ironicamente Sirius, cruzando os braços e fitando Nerissa como se estivesse a preparar um plano para a humilhar.
 
“Mete-te na tua vida, Gaunt.” Disse-lhe então James, muito seriamente, em tom de ameaça, “Não queres arranjar problemas connosco, de certeza…”
 
“Eu não estou a arranjar problemas convosco,” Sorriu desta vez Nerissa, muito calma. Tinha alcançado o seu objectivo. O grande alvo dos Marauders tinha deixado de ser Sybill, para ser ela própria. Foi com confiança que acrescentou, “Eu estou a pedir simplesmente que cresçam, se tornem homenzinhos, e deixem os outros em paz.”
 
“Ora, ora, ora! O que temos aqui?” Soou forte uma gargalhada atrás deles.
 
Nerissa nem queria acreditar. O professor Horace Slughorn acabara de entrar no Grande Hall, acompanhado de perto por Severus. A rapariga nem tinha dado pela ausência do rapaz, mas deduziu acertadamente que ele fora procurar o Chefe da equipa dos Slytherin para intervir na situação e repreender os Gryffindor. E foi isso mesmo que o professor fez.
 
“Quer me parecer que cinquenta pontos vão ser tirados aos Gryffindor, por cada um de vocês, rapazes…” Disse o homem, de sobrancelhas franzidas e abanando negativamente a cabeça, como se estivesse extremamente ofendido. E no momento a seguir voltou-se para Nerissa, mostrando o seu ar mais simpático e orgulhoso, “Cinquenta pontos vão ser entregues aos Slytherin, pela tua bravura e clarividência, cara Nerissa.”
 
“Obrigada, professor…” Agradeceu Nerissa, com um sorriso vitorioso no rosto, fazendo um leve aceno com a cabeça.
 
Depois, a rapariga juntou-se a Severus que a esperava atrás do professor Slughorn, e aproximando os seus lábios do ouvido do rapaz, murmurou “… E obrigada, Severus.”
 
“Snivellus!” Chamou James rudemente, já depois do professor Slughorn se ter afastado, deixando uma nova ameaça, “Acertamos contas contigo mais tarde.”
 
Severus ainda estava responder aos Marauders num gesto obsceno com sua mão, quando ele e Nerissa foram novamente interpelados, antes de chegarem à mesa dos Slytherin.
 
“Nerissa Gaunt?” Chamou uma voz, mas desta vez feminina e muito tímida. Quando olhou, a rapariga encontrou Sybill expectante ao seu lado, de olhos esbugalhados fixos nos dela.
 
“Sim, sou eu.” Respondeu a rapariga, temendo e muito o rumo daquela conversa. Afinal, Sybill defendia ser também uma vidente… Agora que pensava no assunto, Sybill podia já saber a verdade que Nerissa se esforçava por esconder. “Que queres?”
 
“Eu queria simplesmente agradecer-te, não é todos os dias que alguém me defende para além dos professores.” Disse-lhe Sybill, através de um sorriso estranho, mas sincero. No entanto foi o que a jovem disse a seguir que quase fez o coração de Nerissa parar, “E queria dizer-te que sei porque fizeste isto. Sei porque me defendeste.”
 
“Sabes!?” Gaguejou Nerissa. Afinal Sybill sabia…
 
Severus, que estava a assistir a tudo ao lado da sua amada, deu-lhe disfarçadamente a sua mão, procurando acalmá-la.
 
“Sim, eu sei…” Continuou Sybill, olhando o tecto fixamente por uma razão que era alheia aos outros dois, “Sei que andas sempre rodeada de gente. Os estudantes dos Slytherin têm muito respeito por ti. E tu achavas que o Potter e o Black te iam respeitar também, mas eles não respeitam mesmo ninguém… Estavas a ser simpática a tentar fazer com que eles me deixassem em paz, porque afinal nem nos conhecemos. Foi um gesto bonito da tua parte. Agradeço-te muito.”
 
O suspiro de alívio de Nerissa quase foi audível. Afinal Sybill não sabia mesmo do parentesco que partilhavam.
 
A rapariga teve de se rir, a sua prima era mesmo uma jovem bizarra, “Não precisas de agradecer, fiz o que fiz porque estou farta daqueles dois e do que eles fazem às outras pessoas. Ainda bem que te pude ajudar pelo caminho.”
 
“Oh, eles não vão parar…” O olhar esgazeado de Sybill pairava agora algures acima do ombro de Severus. “Mas não faz mal. Já me habituei.”
 
A sinceridade de Sybill impressionou ambos, Nerissa e Severus. A rapariga não conseguiu evitar colocar a sua pequena mão no ombro da jovem à sua frente, num gesto de puro carinho. Os olhos castanhos da jovem de dezasseis anos fitaram os olhos negros da rapariga de treze, e naquele curto segundo estabeleceu-se uma ligação fortíssima entre as duas.
 
Nerissa foi-se perguntando se por trás daqueles óculos de lentes expeças, o desenho dos olhos das duas não seria igual… A rapariga perguntou-se se aquele tom de mel dos cabelos encaracolados de Sybill não seria o mesmo tom claro dos cabelos da sua falecida mãe Serena… e se Sybill, sua única prima, teria alguma recordação de Serena, já que havia nascido três anos antes do desaparecimento e morte da vidente.
 
O que a rapariga não sabia era que naquele preciso momento, mil imagens confusas atravessavam a mente de Sybill, como se fossem visões…
 
 Observando-as pacientemente estava Severus. O rapaz não se atreveu a interromper aquele momento que sabia estar a ser tão importante para Nerissa.
 
O silêncio foi quebrado por Sybill, quando ela disse, ainda de olhos fixos no olhar negro de Nerissa, “Tu fazes-me lembrar alguém que eu não vejo há muito tempo…”
 
“Deve ser impressão tua.” Nerrissa não soou tão convicta quanto gostaria ao dizer isto, além disso, o facto de Sybill estar a associá-la a «alguém» emocionou-a demasiado.
 
“Não é impressão minha. Eu sei que há qualquer coisa aqui…” E dito isto, Sybill começou a rodopiar em torno de Nerissa, com os olhos fechados, parecendo tentar lembrar-se de alguma coisa.
 
“Deixa estar, Sybill. Vai terminar o teu pequeno-almoço.” Riu-se Nerissa nervosamente, pegando na mão de Severus e começando a afastar-se da sua prima o mais depressa que podia sem levantar demasiadas suspeitas. Não podia correr o risco de Sybill associá-la à falecida Serena. “Gostei mesmo muito de te conhecer. Até logo!”
 
“O que foi isto, Nerissa?” Perguntou Severus preocupado, à medida que se encaminhavam finalmente para os seus lugares, quando saíram do alcance de Sybill, “Tu achas que ela sabe? Achas que ela perebeu?”
 
Apesar dessa preocupação também estar a assolar Nerissa, ela tentou abafá-la, dizendo simplesmente, “Eu acho que temos um pequeno-almoço a tomar… e gostava de o fazer antes de ser hora de irmos almoçar.”
 
Durante a refeição nenhum dos dois se atreveu a dizer o que quer que fosse sobre o assunto… Aliás, nenhum dos dois disse uma palavra sequer. Severus porque estava demasiado preocupado, e Nerissa porque simplesmente queria paz. Era muito para uma menina de treze anos pedir por paz numa manhã fresca de Sábado? Talvez não fosse muito…
 
Mas mal sabia ela, que o pior daquela manhã agitada, ainda estava para vir.
 
* * *
 
Continua...
[Como terminei uma parte do trabalho, decidi vir aqui e postar enquanto faço uma pausa. It's the Final Countdown! Faltam três dias para a entrega e apresentação do trabalho, e ainda não tenho o fim à vista... Mas nada de stressesO Mundo pode não ser Lindo, e ser até bastante Cruel e Injusto, mas Não Acaba se eu tiver uma má nota.]

 

Até Quinta-feira vou postar com muito menos frequencia, porque provavelmente nem terei tempo para dormir. Mas depois de Quinta, serei toda vossa. Poderei finalmente actualiza-me nos vossos blogs, escrever à vontade esta Fic, e a de TH... e vou finalmente ver o Half-Blood Prince ao cinema! Hurrey!

 

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: What a Headache! +.+
música: Nine Inch Nails - Hurt

publicado por Dreamer às 20:16

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De KellysPimenta a 20 de Julho de 2009 às 00:09
o que gosto da tua fic e que mostras um outro lado dos Slytherin....

a nerissa é uam rapariga bastante forte , devendeu a prima...

a sibil quase qu edescobria a verdade..

deixas te me curiosa em relaçao ao restante sabado..

kusses

boa sorte para o trabalho que tas a fazer


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