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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

"Nerissa Gaunt" - Chap 23

 

Salazar's Inherance Trilogy 

Nerissa Gaunt
Capitulo Vigésimo Terceiro 
 
  

 

Encontrar a jovem Andromeda Black durante o fim-de-semana era sempre uma tarefa complicada. Quando se agrupavam várias horas livres, a jovem Slytherin do sexto ano tinha uma tendência para desaparecer. Ninguém parecia saber onde ela estava, nem mesmo as amigas mais chegadas… Nem mesmo as suas irmãs mais novas pareciam ter uma pista.
 
Teciam-se várias teorias para este fenómeno, como é de calcular. Demasiados mexericos preenchiam os corredores de Hogwarts quando alguém se lembrava de perguntar onde estava Andromeda Black. Sempre que ela desaparecia, um outro estudante de Hogwarts também o fazia… Ted Tonks, um Hufflepuff, também do sexto ano. No entanto, ninguém parecia sequer associar as duas ocorrências. Ninguém… para além de uma adolescente de treze anos chamada Nerissa Gaunt.
 
A rapariga já tinha resolvido a equação misteriosa, mas continuava sem saber como falar a Andromeda sobre o assunto. Apesar de Nerissa ter um grande respeito pela jovem, não lhe era chegada ao ponto de ter esse tipo de confidências com ela.
 
O grande problema é que como Mestre dos Aprendizes, Nerissa tinha o dever de castigar a Aprendiz Andromeda por namorar com um sangue de lama.
 
Castigar Andromeda era algo que Nerissa queria evitar fazer a todo o custo, e por isso tinha adiado um confronto com a Aprendiz. Mas agora, com a situação de Bellatrix e Regulus, ela era forçada a falar com Andromeda para esclarecer essa situação… Então porque não matar dois coelhos de uma só cajadada?
 
Enquanto percorria o claustro norte, procurando pela jovem, Nerissa ia ensaiando na sua mente como deveria comandar a conversa para passar subtilmente do tema «Familia Black» para o tema «Ted Tonks». No entanto nenhuma das passagens que lhe ocorriam pareciam ser subtis o suficiente.
 
Ao atravessar a passagem do claustro para a torre de Astronomia, Nerissa viu um vulto negro correr na direcção das estufas de Herbologia. Não precisou de muito tempo para concluir que se tratava de Andromeda.
 
Correndo o mais depressa que podia, Nerissa foi no alcance da Aprendiz, descendo uma escadaria em espiral quase sem pousar os pés nos degraus. Poucos segundos depois, estava diante de uma Andromeda surpreendida e sem fôlego.
 
Foi com um sorriso atrapalhado e meio forçado que Nerissa a cumprimentou, “Bom dia, Andromeda. Como estás?” Ao silencio assustado da jovem, Nerissa continuou, agora com um tom mais sério, “Estava à tua procura porque preciso muito falar contigo… Por dois motivos importantíssimos.”
 
A jovem tentou pentear os seus cabelos cor de chocolate o melhor que conseguiu, e tomando uma golada forte de ar, respondeu, “E eu tenho uma coisa importante combinada agora, Nerissa. Eu estava a ir para lá… não posso chegar atrasada.”
 
Nerissa limitou-se a tomar o braço da Aprendiz gentilemente e a encaminhá-la para uma sala de aula vazia daquele mesmo corredor, “Tem mesmo de ser agora, desculpa. São duas situações muito graves e não podem esperar nem mais um minuto... Uma delas já foi adiada tempo demais.”
 
O tom sério de Nerissa pareceu ter assustado Andromeda que a seguiu livremente. Assim que fecharam a porta atrás das suas costas, a jovem perguntou, “O que é que aconteceu?”
 
Não perdendo tempo com rodeios, Nerissa foi directa ao primeiro assunto, “A tua irmã Bellatrix e o teu primo Regulus querem juntar-se a nós…” A rapariga manteve os seus olhos negros fixos nos olhos avelã de Andromeda, para perceber a sua reacção, “Achei que devia falar contigo sobre isto, és a irmã mais velha, creio que deves ter mais juízo do que eles neste assunto. Eu li a carta que me mandaram, mas ainda tenho esperança que tenha sido escrita pela Bellatrix e não pelos vossos pais e tios…”
 
Andromeda soltou uma gargalhada irónica, e desinteressada, “Eu não mando grande coisa na Bella, muito menos no Regulus… São os meus pais e os meus tios que querem que eles sejam Aprendizes, foi a mando deles que a Bellatrix foi falar contigo. E sim, a carta é verdadeira.”
 
Então o mundo enlouqueceu mesmo… Pensou Nerissa, ao massajar a sua testa com as suas mãos. Ia mesmo ter de aceitar uma criança de onze anos nos seus treinos… ia mesmo ter de lhe ensinar as Maldições Imperdoáveis, e todas as mais cruéis maneiras de fazer sofrer e matar um ser humano, “Não há nada que eu possa fazer para os impedir de se tornarem Aprendizes de Devoradores da Morte, pois não?”
 
“Impedir?!” Gaguejou Andromeda, genuinamente confusa. Nunca falara em privado com Nerissa antes, não conhecia de todo aquela adolescente que parecia saber mais de Magia Negra do que um adulto formado. Só conhecia de Nerissa o lado arrogante e duro que a rapariga deixava transparecer nas reuniões e treinos… Nunca lhe passara pela cabeça que ela fosse querer recusar dois candidatos a Aprendizes.
 
Nerissa percebeu que tinha baixado as suas defesas, pelo que retomou com a dureza que Andromeda conhecia dela, “Eles são muito novos, vão atrasar os nossos treinos. Serão um fardo para todos os Aprendizes.”
 
A confusão desapareceu do olhar de Andromeda, e ela retomou a sua postura desinteressada. “Pois, acho que vamos ter de lidar com isso.”
 
“Eu arranjarei uma maneira qualquer de eles não se matarem ao praticarem a primeira maldição.” Respondeu Nerissa com a mesma frieza.
 
Durante um estranho momento de silêncio, Nerissa limitou-se a fitar Andromeda, que parecia estar agora bastante impaciente e preparada para sair daquela sala.
 
A mudança subtil de assunto que Nerissa queria realizar perdeu-se por completo, e a rapariga viu-se forçada a ser directa mais uma vez, já que a outra jovem já se estava a encaminhar para a porta, “O outro assunto do qual te queria falar é mais grave, infelizmente…”
 
“Sim…?” Andromeda estacou, encostando-se à porta da sala, e cruzando os braços aborrecida.
 
Não havia outra maneira de dizer aquilo, portanto Nerissa avançou, sem medos, “Sei que estás a namorar com um rapaz chamado Ted Tonks, um…” Ia dizer sangue-de-lama, filho e muggles, mas ambas as opções lhe pareceram demasiado racistas pelo que ela optou pela escapatória mais simples, “… Um Hufflepuff.”
 
Apesar de estar visivelmente nervosa, Andromeda ripostou, “Um filho de Muggles, podes dizê-lo.”
 
Nerissa assentiu com a cabeça, e continuou, com a mesma seriedade, “Sei também que ias agora encontrar-te com ele às escondidas nas estufas de Herbologia… Como tens feito nos últimos tempos, sempre que desapareces.”
 
“O que eu faço da minha vida só a mim me diz respeito, Nerissa. Gostava que respeitasses isso.” A postura de Andromeda mudou completamente, estava agressiva, defensiva, como Nerissa nunca a tinha visto antes.
 
“E eu respeito…” Disse simplesmente Nerissa, deixando cair a sua mascara de arrogância. Estava a ser sincera com Andromeda, estava a mostrar-lhe o seu verdadeiro lado doce e compreensivo. Um lado que só Severus conhecia, e que Lily Evans conhecera em tempos. “Andromeda, eu não quero ter esta conversa contigo para te repreender ou acusar… Eu estou um pouco confusa. Se te juntaste a nós, se apoias a nossa causa, porque é que te estás a entregar a um filho de Muggles?”
 
“Não tive grande escolha, sabes?” Riu-se Andromeda, novamente confusa. Sem saber se deveria ser sincera com a adolescente à sua frente ou não. “Simplesmente me apaixonei por ele.”
 
“Eu compreendo-te bem.” Murmurou Nerissa, sorrindo para si mesma, revendo o momento em que se apercebera que se tinha apaixonado por Severus.

“O quê?... Tu compreendes?!” Andromeda teve de soltar uma gargalhada. Não estava nada à espera de uma reacção dessas por parte da Mestre dos Aprendizes de Devoradores da Morte. Claramente não conhecia Nerissa… ninguém a conhecia.
 
“Sim, eu compreendo…” Repetiu Nerissa com um sorriso aberto, mas mudando logo a sua expressão para uma mais séria, “E por te compreender acho que te deves afastar de nós, Aprendizes, Devoradores da Morte e do Senhor das Trevas, o mais depressa que puderes, antes que se crie um enorme problema à volta de ti e do Tonks… Antes que se saiba da vossa relação.”
 
“Tu és uma miúda estranha, Nerissa.” Disse Andromeda com um sorriso triste no seu rosto, “Tens só treze anos, mas és a pessoa em que o Senhor das Trevas mais confia, ensinas os seus Aprendizes, e ainda assim compreendes uma traidora de sangue como eu? E dás-me conselhos?!”
 
“Gostava de poder ser mais clara contigo, Andromeda, mas não posso…” Suspirou Nerissa, avançando para a jovem e colocando a sua mão na dela, “Somente te vou dizer isto, e presta bem atenção: Eu admiro-te muito e invejo-te pela tua coragem de ires contra tudo à tua volta para estares com a pessoa que amas. Acredita quando te digo que és a pessoa que mais respeito dentro deste circulo… E por isso mesmo é que quero que te afastes de nós, porque não quero que nada de mal te aconteça a ti ou ao Tonks se a palavra se espalhar.”
 
Os olhos cor de avelã de Andromeda espelharam-se de lágrimas, ela estava genuinamente emocionada com o gesto e as palavras de Nerissa.
 
Depois de um momento em que a jovem teve de respirar fundo para reprimir as lágrimas, deixou uma carícia no rosto de Nerissa e disse-lhe, “Não te preocupes comigo. Eu só estou a tentar cumprir o sonho de qualquer filha exemplar: Fazer com que os meus pais se orgulhem de mim.”

 

* * * 

 

Continua...

Gostei mesmo muito de escrever este capitulo, e espero não ter desiludido ninguém com ele. Durante a Fic a Andromeda ainda vai aparecer mais vezes e ainda vamos acompanhar a história dela mais um pouco, mas não será para já.

 

E mais um daqueles avisos da praxe: Para o próximo capitulo haverá mais um salto no tempo de pouco mais de um ano. x)

 

Agora com licença, que apesar das férias, a minha querida mãe arranjou-me mil coisas para fazer...

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Quero mais Coca-Cola !
música: Os videos que a Sara me está a mostrar xD

publicado por Dreamer às 18:28

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Dreamer @ 23-02-2009
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