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Domingo, 1 de Março de 2009

The Last Warning. - One-Shot

Olá meus amores x)

 

Bem, as votações andam renhidas :D Não sei o que se passou de ontem para hoje, mas de repente a "Hidden Truth" ultrapassou e muito a "Salazar's Inherance"! Já que as votações estão tão concorridas, eu vou alargar o prazo de votações até amanhã à meia-noite, e na terça feira apresento-vos a FanFic vencedora ^^

 

Queria agradecer mais uma vez a todos os que comentaram, não fazia ideia que havia tanta gente a gostar de HP por aqui x) Fico muito feliz por terem gostado das apresentações das minhas HP FanFics :D 

 

Para já, vou fazer aquilo que tinha prometido, que é postar a One-Shot "The Last Warning", espero que aqueles que ainda não a tinham lido, gostem dela tanto como eu x) Foi algo que me deu muitissimo gozo escrever, e que também me emocionou x) Como já devem ter percebido o Severus Snape é a minha personagem preferida *---* 

 

Mas bem, menos conversa e mais Fic!

Aqui está ela x)
ENJOY! 

 

* * *

The Last Warning.

One-Shot
 

A noite estava extremamente fria e húmida, mas ainda assim eu não me movi. Permaneci imóvel nas sombras negras daquela mansão antiga e abandonada, mesmo ao lado da sua nova casa. Eu sabia que ela estava prestes a chegar, vinda do trabalho, e mesmo com aquela brisa gélida a gelar-me os ossos, eu continuei à sua espera… Dentro de mim crescia o medo de alguém me encontrar ali, naquele jardim antigo, com as minhas vestes negras, e que fizesse soar o alarme, “Devorador da Morte!”
 
Deslizei suavemente, como uma sombra e aproximei-me demasiado da janela da sua sala de estar… E então pude vê-los: O seu marido e o seu pequeno filho, a brincarem juntos com uma pequena snitch de ouro. O bebé ria-se alegremente fazendo um arrepio percorrer o meu corpo, enquanto o seu pai controlava o voo da pequena snitch com a sua varinha. O homem sorria abertamente, e eu percebi que ele seria provavelmente o homem mais feliz à face da terra. Não pude deixar de imaginar como a minha vida seria se aquele homem, sentado no chão, brincando com o pequeno bebé, fosse eu e não James Potter.
 
Durante um breve momento, o bebé fitou a noite através da janela, olhando mesmo na minha direcção. O meu coração parou de bater. O pequeno Harry, apesar de ter os traços faciais do seu pai, tinha os olhos da sua mãe… precisamente os dela… Aqueles olhos cor de esmeralda que eu amo à tanto tempo. Harry era o bebé mais doce que eu alguma vez havia visto, como é que o meu Senhor se podia sentir tão ameaçado por ele?
 
Depressa o bebé voltou a interessar-se pela snitch, que voava em delicados círculos acima da sua cabeça. Fiquei aliviado por saber que o Harry não me tinha visto, nem ele, nem James… Eu nem sequer conseguia imaginar o que o homem me faria se me encontrasse ali, mesmo à porta da sua casa nova, e supostamente segura, impenetrável.
 
Passados alguns minutos, ouvi um som sumido vindo do fundo da rua, e eu sobe que teria de ser ela. Silenciosamente, rastejei para fora do meu local de esconderijo e caminhei aproximando-me dela, para que ela não pensasse que eu estava no seu quintal a espiar o seu marido e o seu filho. A luz de apenas um candeeiro foi a suficiente para iluminar o seu cabelo vermelho sangue. Lily, minha bela Lily… Ela ainda não me tinha visto, por isso eu saí finalmente das sombras e avancei para ela.
 
Lily tinha os seus olhos presos ao chão a seus pés, por isso quando viu a minha sombra difusa a bloquear-lhe o caminho estremeceu e parou de imediato. Primeiro tive a certeza que ela não me tinha reconhecido, estava assustada e muito pálida, e eu tinha a certeza que a sua mão direita tinha deslizado para o interior do seu manto negro para agarrar a sua varinha. Lembrei-me que tinha ainda o meu capuz negro de Devorador da Morte colocado, por isso retirei-o.
 
“Tu outra vez…?” Ela perguntou num tom enraivecido enquanto encurtava a distância entre nós.
 
“Eu não queria assustar-te, Lily…” Desculpei-me sinceramente, temendo a sua reacção.
 
“Tu não me assustaste!” Quase gritou ela, e eu fui capaz de ver as suas faces rosarem, denunciando a mentira que ela tinha acabado de contar. Depois a sua voz tornou-se fria e impaciente, O que queres de mim outra vez, Severus?”
 
Aproximei-me ainda mais dela, encaminhando-a gentilmente para longe da luz dos candeeiros. Ela seguiu-me sem hesitar até à sombra negra de um velho carvalho, no jardim da mansão abandonada. Inspirei fundo antes de começar a falar com ela, ganhando coragem, “Desculpa vir até ti desta maneira, Lily. Eu sei que prometi que nunca mais te iria incomodar… Mas eu tinha de vir…”
 
Ela interrompeu-me prontamente, não me deixando continuar. “Se isto é outra vez sobre a tal profecia, estás a perder o teu tempo.” E dito isto, ela virou-me as costas, preparando-se para se afastar. Num impulso, a minha mão apanhou a dela gentilmente. Eu queria que ela me ouvisse, mas assim que senti o calor da pele da sua mão na minha, o meu coração derreteu. Só fui capaz de falar quando ela afastou a minha mão. Seria capaz de jurar que o seu coração sentira o mesmo que o meu.
 
“Ele está perto, Lily… Muito perto.” Gaguejei enquanto o meu coração acelerava, “O Senhor das Trevas está prestes a descobrir o vosso esconderijo, e quando ele o fizer, eu tenho a certeza que ele não vai esperar dois segundos para vos destruir!” Esta era a verdade. Eu não sabia como, mas ele estava cada vez mais próximo, ele próprio me havia dito. “Alguém está a trair-vos, Lily! A pessoa que tu e o teu marido escolheram como Secret Keeper não é de confiança!”
 
“Mas é claro que é de confiança, Severus!” Ela suspirou exasperada, “Ele é nosso amigo à anos, nunca nos entregaria!”
 
Num impulso, puxei-a para mim. Como poderia ela ser tão cega? Como é que ela poderia duvidar da minha palavra? Eu era um Devorador da Morte! Eu era o servo em que o Senhor das Trevas mais confiava! Ele contava-me tudo. E ele não só me tinha contado que estava perto de encontrar Lily e sua família, como também me descreveu, com máximo detalhe, a maneira como iria matar cada um dos Potters. Cada um dos três membros da pequena família. Eu implorei-lhe mais do que uma vez para que poupasse Lily… e ele pediu-me que confiasse nele, prometeu-me que não a mataria.
 
No entanto, a minha experiência de Devorador da Morte dizia-me que, se Lily tentasse defender o seu pequeno filho, que o Senhor das Trevas não iria hesitar em matá-la também. E eu não tinha dúvidas nenhumas de que, assim que o meu mestre erguesse a sua varinha, para lançar a maldição mortal ao pequeno Harry, Lily estaria lá para o impedir.
 
Devagar, e procurando a calma que me fugia por entre os dedos, implorei àqueles olhos cor de esmeralda, “Algo correu mal, Lily… Acredita em mim. O Senhor das Trevas sabe demasiado. Ele está cada vez mais perto de vos encontrar!”
 
“Como é que podes ter tanta certeza?” Gritou-me ela, com o seu olhar cheio de raiva. Por baixo das minhas mãos, os seus ombros tremiam… E eu não soube dizer se era de medo, ou de raiva.
 
“Eu tenho a certeza porque sou um Devorador da Morte!” Gritei-lhe de volta, perdendo as estribeiras, desesperado para que ela acreditasse em mim. Logo no segundo a seguir arrependi-me de ter dito o que disse. Nunca esquecerei a forma como os seus olhos me olharam, inundados de ódio e rancor. Aquela que eu mais amava, desprezava-me por aquilo em que eu me tinha tornado.
 
De repente, a minha garganta pareceu demasiado apertada, e o ar começou a faltar-me. Não me restava fazer mais nada, para além de a convencer que eu tinha razão. A única coisa que eu podia fazer era dar tudo o que tinha para poder salvar a sua vida. “Confia em mim, Lily. Imploro-te…”
 
“Estás a pedir-me para que confie num Devorador da Morte, Severus?” Perguntou-me numa voz sumida. Vi os seus olhos ganhar um brilho diferente, enchendo-se de lágrimas.
 
“Não, não quero que confies num Devorador da Morte…” Confessei-lhe absolutamente desarmado, “Estou a pedir-te que confies num homem que preferia morrer a ver-te magoada.”
 
Lily não me respondeu, o que queria dizer que eu tinha-a finalmente convencido de que ela e a sua família estavam em perigo. Agora vem a parte mais difícil… 
 
“Preciso que me oiças com atenção, e que por favor, me deixes terminar…” Assim que ela consentiu que eu prosseguisse com um aceno da sua cabeça, eu continuei, “Tenho medo do que te poderá acontecer quando o Senhor das Trevas te encontrar… Estás em grande perigo, Lily.”
 
“Eu sei…" Ela respondeu-me simplesmente, sem sequer me olhar nos olhos, mas mantendo os seus olhos na sua casa, e eu sabia que ela estava a pensar no seu filho e no seu marido.
 
“Há uma maneira…” Disse-lhe eu, com segurança, “Se viesses comigo, se fugisses comigo, eu poderia proteger-te com a minha própria vida.”
 
“Desculpa, Severus… Não percebi.” Ela gaguejou inexpressivamente, levantando uma das suas finas sobrancelhas.
 
Respirei fundo ganhando forças, só havia uma maneira de o dizer... eu só esperava que ela concordasse. Comecei a medo, "Quando o Senhor das Trevas te encontrar, ele vai matar-vos aos três, ele não terá misericórdia."
 
Apesar de estarmos envoltos nas mais negras sombras, e eu não ser capaz de ver as suas feições claramente, fui capaz de pressentir que ela estava assustada. "Se vieres comigo, podes ser poupada. O Senhor das Trevas não tem nada contra ti, Lily. Não precisas de morrer com eles..."
 
Eu vi com antecedência quando ela projectou o seu punho na direcção da minha cara, mas não fiz qualquer tipo de movimento para evitar que ela me batesse. O forte impacto fez a minha cara ser projectada para o chão, pelo que eu só fui capaz de ver de relance a sua expressão ultrajada quando ela me virou as costas.
 
Corri na sua direcção, tentado alcançá-la, com vontade de ser eu mesmo a esbofetear-me. Ela amava-os, amava-os muito mais do que alguma vez me amou a mim... Eu tenha perfeita noção de que não tinha o direito de lhe ter dito uma coisa daquelas, muito menos esperar que ela aceitasse a minha proposta.
 
"Pára, Lily, por favor...!" Tentei persuadi-la quando agarrei suavemente o seu braço magro, esforçando-me por não a magoar. No mesmo momento ela empurrou-me, fazendo com que eu a largasse, mas eu não desisti, "Por favor, ouve-me... Vais morrer se não vieres comigo!"
 
O seu belo rosto distorceu-se numa expressão desgostosa. Eu sabia que estava a ir longe demais com esta conversa, mas eu precisava que ela me ouvisse. "Como te atreves a sugerir, Severus Prince Snape, que eu deixe o meu marido e o meu filho, de um ano de idade, sozinhos a enfrentar a morte?!"
 
"Não!...", Que gosto amargo na minha boca? Que aperto era este no meu peito? Exasperado, esforcei-me por me manter focado e ignorar toda aquela angústia que me invadia, "Eu só... Eu não te quero perder, Lily..."
 
Caiu entre nós um silêncio demasiado pesado. Os seus olhos brilharam como eu não via à anos... Vi neles o brilho, não da felicidade daquela altura, mas do arrependimento e da profunda tristeza. Apesar de tudo, haviam feridas que ainda não tinham sido saradas.
 
"Tu já me perdeste, Severus... Perdeste-me à anos atrás." Foi a única coisa que ouvi a sua voz murmurar.
 
Embora eu soubesse isso muito bem, não estava à espera que ela mo dissesse na cara de forma tão fria como o disse. Foi como se ela ainda guardasse ressentimento, como se sentisse a mesma dor que eu ainda sentia a queimar-me o peito de cada vez que ela estava por perto. Se estivéssemos num local ligeiramente mais iluminado, eu teria sido capaz de dizer se aquele brilho estranho no seu rosto tinha sido provocado por uma lágrima, ou se teria sido só imaginação minha.
 
Respirei fundo novamente, indo buscar forças onde não sabia que tinha, tentando a toda a força ignorar a minha garganta arranhada, os meus dedos trémulos e as lágrimas que estavam prestes a escorrer pela minha face.
 
"Tu não estás segura, Lily..." Falei eu, tentando soar calmo e racional, "Se não quiseres fugir daqui por ti, fá-lo pelo teu filho!... Ele vai morrer se ficar aqui! Trá-lo contigo, eu darei o meu melhor para proteger-vos a ambos..."
 
"Eu já tenho a protecção do Dumbledore." Interrompeu-me ela, falando mais alto que eu.
 
Não aguentei mais o meu auto-controlo, tive de explodir, "Mas tu és surda!?"Quase gritei, "Nada vos vai salvar! Nem sequer o Dumbledore! Eu pedi-lhe pessoalmente que ele te protegesse, e olha só o que ele fez! Despejou-vos aqui, sozinhos, em Godric's Hallow! Sozinhos, Lily!"
 
"Eu confio nas decisões do Dumbledore, Severus... bem mais do que tu confias." E com isto voltou-me as suas costas novamente e começou a afastar-se.
 
Não... Eu não podia deixá-la ir embora, outra vez não. Nunca para sempre! Então desta vez agarrei os seus ombros com toda a minha força, para que ela não me escapasse. Eu sabia que a estava a magoar, mas ainda assim não a larguei.
  
Lily virou-se para me enfrentar, agora estava cara a cara comigo. Os seus doces olhos cor de esmeralda estavam fixos nos meus negros, e eu fiquei sem saber o que fazer. Era capaz de ouvir a sua respiração descontrolada, e eu sabia que ela estava a ouvir a minha. O meu coração disparou. Os seus lábios carnudos estavam tão perto dos meus... mais perto do que haviam estado à anos.
 
Por um momento achei que ela me fosse beijar, quando ela fechou os seus olhos e encurtou a distância entre nós. Os nossos narizes tocaram-se. A sua pele era suave, tal como eu me recordava. O seu cheiro era uma mistura de rosas e lírios, tal qual quando ainda estávamos juntos... e tal qual cada memória que guardei depois de nos separarmos.
 
A minha mão escorregou inconscientemente para o seu cabelo suave, e eu acariciei-a sentindo o meu corpo a ficar dormente. Os meus lábios tocaram os dela logo a seguir, da forma mais gentil que me foi possível. Então eu provei o seu doce sabor, enquanto as suas mãos acariciavam suavemente a minha nuca. Durante aquele momento imaginei que ela era minha, que havia esquecido o presente e relembrado o nosso passado, aqueles tempos em que nada importava para além de nós e do nosso amor verdadeiro. Também achei que ainda estivéssemos os dois nos campos de Hogwarts, mesmo atrás das estufas de herbologia, local frequente dos nossos encontros.
 
Aquele beijo sagrado pareceu-me a mim ter durado uma eternidade, estranhamente, senti que poderia beijar os seus lábios para sempre. O meu coração batia desenfreadamente, pelo que não demorou muito até que eu ficasse sem ar. Separei lentamente os meus olhos dos seus apenas por uns milímetros, para que, enquanto recuperávamos o fôlego, os nossos lábios ainda se tocassem. Eu não conseguia resistir às duas brilhantes esmeraldas que eram os olhos da Lily... as palavras escorregaram da minha boca sem que eu me pudesse controlar. Há muito que ansiava dizer-lhe, foi como se eu não pudesse esperar nem mais um momento:
 
"Eu amo-te, Lily Evans..."
 
Só depois de ver a reacção dela ao que eu tinha dito é que me apercebi do quão inoportuno eu estava a ser. Mas onde é que eu tinha a cabeça? O último nome dela já nem sequer era Evans. Agora ela era a Lily Potter... Vi-a recuar para longe de mim rapidamente, devastada pelo que tinha acabado de fazer. Não a podia culpar... Fiquei surpreendido por ver que ela apenas se afastou de mim alguns metros, mas que não se foi embora. Agradeci-a em silêncio por não me abandonar.
 
"Severus..." Começou a Lily, muito calmamente, como se ainda estivesse a organizar as palavras na sua cabeça antes de as dizer. O seu doce tom de voz fez-me estremecer... Oh, como eu queria que ela ainda me amasse…
 
 "Severus, tenho saudade da pessoa que tu eras..." Não me estava a olhar nos olhos. Eu conhecia aquela expressão no seu rosto, a Lily queria dizer algo mais, mas não tivera coragem, por isso fez uma pausa.
 
"As nossas vidas tomaram rumos diferentes..." Continuou a Lily, recuperando aquela força e aquela garra que me fez apaixonar por ela quando ainda éramos crianças, "Os nossos interesses, as nossas crenças e princípios não têm qualquer tipo de semelhança... Temos objectivos de vida opostos, e agora eu tenho uma família. Uma família que eu amo profundamente, e a qual preciso de proteger. Não há mais nada entre nós, Severus, não depois do que nos aconteceu estes últimos anos..."
 
"Espera Lily... Estás a dizer-me isto porque achas que eu quero que venhas comigo, porque quero ficar contigo?" Perguntei-lhe aceleradamente sentindo-me exasperado. Apesar de eu desejar isso, não era essa a razão pela qual eu estava a arriscar a minha vida para a salvar.
 
A ausência de uma resposta por parte dela foi bastante expressiva, ela achava que eu a queria para mim e que era isso que me movia. O ritmo do meu coração acelerou novamente, dei por mim quase a gritar com ela, "Lily, ouve-me... Eu amo-te, e por isso não quero que estejas em perigo. Percebes? Não te peço que fujas comigo, estou somente a oferecer-te uma escapatória, protecção... Estou a oferecer-te vida, Lily! Não precisas de me ver nunca mais, e eu não preciso de ir contigo para onde tu fores, mas por favor, não fiques aqui... Só haverá morte para ti, se ficares."
 
"O destino do meu filho e do meu marido será o mesmo que o meu, Severus." Ao dizer aquilo, Lily quase ficou sem voz, e eu apercebi-me que ela estava a fazer um esforço gigantesco para não desabar à minha frente. "Tu conheces-me bem demais para achares que eu aceitaria fugir de uma batalha, deixando aqueles que mais amo para trás..."
 
“Oh, Lily..." Suspirei eu tristemente, "Tu também me conheces bem demais para achares que eu faria uma coisa dessas."
 
Olhei para ela durante o que me pareceu ser uma eternidade, e para meu deleite, ela olhou-me também. Naquele momento tive a certeza de que ela sabia que, no fundo, eu era o mesmo Severus por quem ela se tinha apaixonado à anos atrás. Lily sabia que não havia nada que ela pudesse dizer que me fizesse afastar-me dela. Eu não ia desistir, não enquanto eu soubesse que tinha uma magra hipótese de a salvar do seu destino. "Eu não vou desistir de ti, meu amor. Tu és tudo para mim."
 
Ela permaneceu em silêncio, simplesmente olhando a minha miserável figura. O meu cabelo caía como cortinas oleosas pela minha cara, e as minhas primeiras rugas rasgavam-se à volta dos meus olhos cansados. Eu não dormia devidamente à semanas, não desde que o Senhor das Trevas havia traçado o seu alvo: os Potters. Não conseguia evitar culpar-me por isso, afinal eu fora o servo que lhe tinha transmitido o teor daquela maldita profecia. Fui eu que lhe dei razões para matar um bebé... para matar Harry James Potter, o primeiro e único filho de Lily.
 
Eu tinha cometido esse erro gigantesco, um erro que do qual me arrependeria para sempre. A única coisa que me restava era a minha vontade de corrigir o mal que tinha cometido, e a minha determinação de salvar Lily, o amor da minha vida.
 
E ali estava ela à minha frente. De alguma forma, eu sabia que aquela seria a última vez que estaríamos juntos, por isso fixei os meus olhos nela, para me lembrar correctamente dela no futuro... para não esquecer o mais pequeno pormenor da sua silhueta, dos traços do seu rosto belo, e do forte brilho dos seus olhos cor de esmeralda. Aquela era Lily, a única mulher que amo e que algum dia irei amar.
 
De certa forma, eu ansiava para que ela partisse agora. Mais tarde eu voltaria a tentar demovê-la, e levá-la-ia para um local seguro. Até lá, eu só teria de confiar na palavra de Dumbledore e nos seus poderes. Teria de acreditar também na promessa do meu mestre, e ignorar os maus pressentimentos que me assolavam e me corroíam.
 
Olhei Lily uma última vez, admirei os seus olhos só mais aquela vez, e fui eu quem se afastou, sempre com a esperança de que teria uma nova chance de a convencer a vir comigo para um local seguro. Eu já tinha dado o meu primeiro passo, afastando-me dela, quando a Lily agarrou a minha mão, obrigando-me a olhá-la novamente.
 
Eu não conseguia acreditar, a Lily estava a chorar! As lágrimas escorriam apressadas pelo seu rosto, e eu fiquei sem saber o que fazer. Ela nunca havia chorado na minha frente, e que eu soubesse, nunca chorava à frente de ninguém. Sempre me dissera que não sentia à vontade a fazê-lo. E agora, as suas duas esmeraldas fundiam-se com uma tonalidade rubi enquanto as lágrimas caíam delicadamente.
 
Sem pensar duas vezes, tomei-a em meus braços, e abracei-a com todas as minhas forças, enquanto a Lily escondia o seu rosto no meu pescoço. Eu sentia as lágrimas que caíam dos seus olhos a escorrerem do meu pescoço para o meu ombro, e depressa os meus olhos se encheram de água também. O seu corpo começou a estremecer junto ao meu, e então o medo começou a sufocar-me. Como poderia eu salvá-la se ela não me deixava fazê-lo?
 
"Lamento muito, Severus..." Ela suspirou sem sair do esconderijo do meu pescoço. A sua voz apesar de estar visivelmente enfraquecida, parecia calma, "Lamento tanto que tenhas colocado em perigo para me protegeres..."
 
"Oh meu amor..." Gaguejei enquanto o meu coração apertava, "Eu só fiz isso porque te amo." Que voz maliciosa era aquela dentro da minha cabeça a dizer-me que eu não podia fazer mais nada? Que por mais que tentasse, eu jamais seria capaz e salvar o amor da minha vida de uma morte horrível?
 
"Eu não posso ir contigo, não posso mesmo, Severus! Este é o meu lugar, é aqui que eu devo estar, perto do meu marido e do meu filho." Ela podia soar calma, mas eu sabia que o que ela estava a dizer feria-a por dentro mais do que qualquer outra coisa. "Venha o que vier, este é o meu lugar. É assim que as coisas devem acontecer."
 
Apertei mais um pouco o nosso abraço, enquanto acariciava o seu cabelo vermelho sangue, e lhe beijava docemente a sua testa. Como eu desejava poder libertá-la de todos aqueles pesadelos terríveis e medos negros. Como eu ansiava poder simplesmente fugir com ela, e esquecer tudo o resto!
 
Lentamente, a Lily foi-se afastando de mim, estava na hora dela ir para casa. Ela ainda olhava para mim, e foi assim que envolveu os seus braços à volta do meu pescoço, deixando um suave beijo no meu rosto. Um estranho calor propagou-se por todo o meu corpo, desde o ponto em que os seus carinhosos lábios tocaram a minha pele. Eu fui inundado por uma tranquilizadora sensação de paz, como se tudo fosse acabar bem afinal.
 
Mas essa sensação não durou muito, no segundo seguinte, Lily estava a afastar-se de mim. Fiquei aliviado por ver um maravilhoso sorriso nos seus lábios, o sorriso mais maravilhoso que eu alguma vez vi em toda a minha vida.
 
Com os seus olhos de esmeralda ainda colocados nos meus, ela murmurou muito baixo e muito carinhosamente, "Obrigado, Severus, por tudo o que fazes por mim. És sem dúvida o homem mais corajoso que eu alguma vez conheci."
 
... E depois ela partiu.
 
De alguma forma eu soube que aquelas palavras eram as últimas que eu iria ouvir a sua doce voz pronunciar... Eu soube que aquele brilho vermelho sangue era o último relance que eu teria dela, enquanto ela entrava a porta da sua casa. E eu rezei, com todas as minhas forças, para que aqueles olhos verdes, cor de esmeralda, que eu amava tanto, serem a última coisa que eu visse antes da minha morte.

The End.

* * *

Plim... Acabou! Espero que não tenham adormecido entretanto, eu sei que está enorme mas eu não tive coragem para a dividir em duas partes x'D Espero que deixem as vossas opiniões, sabem o quão importantes são para mim ^^

 

E agora, mudando de assunto para algo que não tem nada a ver...  Vou agora acabar o capitulo vinte e um da "Forever Sacred"! xD

 

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Com comichão! >.
música: We The Kings - Check Yes Juliet

publicado por Dreamer às 17:06

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48 comentários:
De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:29
Bela Adormecida: "Salazar Inhearance Trilogy woke me up."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:30
Jesus: "Salazar Inhearence Trilogy is the father of all things."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:31
God: "Salazar Inhearance Trilogy is the my father."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:33
Britney Spears: "I became a non-virgin cause of SAlazar Inhearance Trilogy."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:35
Sapo Blogs: "I, as the supreme ruler of this institution, command and order you to vote in Salazar Inhearance Trilogy."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:37
Ministra da Educação: "Because of Salazar Inhearance Trilogy I'm considering suicide!"

(Ganhei, com este, o voto de todos os alunos e professores...)


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:38
José Socrates: "Because of Salazar Inhearance Trilogy I'm considering suicide!"

(E agora os votos do resto das pessoas portuguesas..)


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:39
SOcrates: "I invented Filosofy because of Salazar Inhearance Trilogy."


De Peter Inviction a 2 de Março de 2009 às 21:40
Napoleão: "I was a great conqueror because of Salazar Inhearance Trilogy."


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Dreamer @ 23-02-2009
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