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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Left Behind (One-shot)

 

Left Behind

One-shot

 

Como é que puderam acreditar que Ginny Weasley iria ficar quieta e sozinha na Sala das Necessidades, enquanto que nos corredores da sua escola era combatida a batalha por Hogwarts? Certamente que não conheciam a sua força... Não sabiam do que aquela ruiva de dezasseis anos era capaz. Pelo menos o jovem Harry Potter, aquele que reclamava amá-la, devia conhecê-la. Ele devia ter calculado que, depois de um ano inteiro a ser posta de parte, Ginny não iria tolerar ser mantida numa concha protectora nem mais um minuto que fosse.

 

Ginny estava disposta a lutar contra os Devoradores da Morte, e contra o próprio senhor das trevas com todas as suas forças e determinação. Não estava assustada com a ideia de ser ferida… E se fosse a morte o seu destino, Ginny estava preparada para a aceitar. A menina inocente de sardas no rosto tinha crescido muito no passado ano, ela era agora uma mulher destemida. Raiva, determinação e coragem pulsavam fortes nas suas veias, enquanto ela corria o mais silenciosamente possível pelos corredores escuros e desertos do castelo de Hogwarts, como uma raposa à caça. À sua volta tudo estava calmo e sereno; Harry, Ron, Hermione e os membros da Ordem da Fénix tinham terminado à pouco a retirada dos estudantes. Todos aqueles que não pretendiam lutar, tinham sido enviados para um local seguro. E isso só podia querer dizer que a batalha estava prestes a começar.

 

Com um estranho aperto no peito, Ginny desejou que ainda lhe restasse algum tempo…

 

Ela tinha estado presente na retirada dos seus colegas para Hogsmeade; Ginny observou cuidadosamente a cara de cada um deles que atravessou o portal, e não encontrou a dele. Ele tinha ficado para trás. O que só podia querer dizer que Draco iria combater… E se assim era, Ginny iria juntar-se a ele. Ao correr pelas caves e calabouços do Castelo, tudo o que conseguia ouvir era o som do seu próprio coração, batendo descontrolado. Esta seria a sua última tentativa de encontrar Draco; de falar com ele antes da batalha que estava prestes a começar… Só Merlin poderia saber o desfecho daquela noite. E talvez nem o maior dos feiticeiros soubesse com exactidão quem iria sobreviver para ver o nascer do sol uma vez mais.

 

Tudo o que Ginny queria era responder à pergunta que Draco lhe havia colocado no último dia antes das férias da Páscoa. Ela não lhe tinha dado uma resposta nessa altura, “Dá-me algum tempo para pensar, Draco,” Ela tinha-lhe pedido, “Eu responder-te-ei depois de regressarmos das férias.”

 

Mas Ginny não chegou a regressar a Hogwarts depois dessas duas semanas de férias… Hogwarts tornou-se um local demasiado perigoso para um traidor de sangue, e uma armadilha perfeita para a família Weasley. Incapacitada de responder em pessoa a Draco, Ginny ficou sem opções. Responder-lhe por coruja era uma loucura, as correspondências estavam todas a ser revistas por Devoradores da Morte… Não lhe restava outra hipótese, era agora, na véspera da grande batalha, ou nunca. Felizmente, a jovem não se cruzou com ninguém, nem Devoradores da Morte ou Membros da Ordem. Ela conhecia perfeitamente os caminhos que devia tomar, e as passagens secretas que tinha de percorrer para não ser vista. Ginny sabia perfeitamente onde era a entrada para a Sala Comum dos Slytherin, e a senha que lhe permitia a passagem. Era para lá que ela se dirigia. “Só quando a batalha começar é que o Draco vai sair da sala comum… Eu tenho a certeza.”

 

Com um sorriso fraco e inseguro, Ginny recordou a primeira vez ele lhe dirigiu a palavra naquele ano: Era o dia primeiro de Setembro, e o banquete de boas vindas aos estudantes já tinha terminado. Enquanto caminhava sem destino definido pelos corredores e passagens do Castelo, e se esforçava para esquecer Harry e a forma como ele a havia deixado, Ginny encontrou Draco. Primeiro trocaram apenas olhares hesitantes. Ambos esperavam que o outro pegasse na sua varinha e lançasse o primeiro ataque… No entanto, mantiveram-se os dois imóveis. Foi Draco quem quebrou o silêncio, com lamento na sua voz:

 

“Eles deixaram-te para trás…” Não havia provocação nesta frase. Draco estava apenas a constatar um facto que o surpreendia… Ginny tinha sido deixada para trás pelo namorado, o irmão, e a sua melhor amiga. Os três tinham embarcado numa aventura maior do que eles próprios, e depois de tudo o que os quatro tinham passado juntos, Ginny tinha sido posta de parte. 

 

Nesse momento, e igualmente surpreendida com ela mesma, a jovem ruiva compreendeu a tristeza de Draco.

 

“Também te deixaram a ti para trás.” A resposta soou no mesmo tom, e ela sentiu uma súbita compaixão pelo jovem que tinha à sua frente.

 

Draco tinha sido deixado para trás por aqueles a quem havia dedicado a sua vida. Tinha sido forçado a regressar a Hogwarts em vez de fazer parte dos empreendimentos dos Devoradores da Morte. Estava a ser tratado como uma criança quando tinha quase dezoito anos. Ambos estavam na mesma humilhante situação… Tinham sido deixados para trás. Tinham sido subestimados, e acima de tudo, desprezados.

 

Desde aquela noite, Ginny e Draco sentiram-se ligados pela sua solidão. Das primeiras vezes que se cruzaram nem trocaram muitas palavras, mas depressa se tornaram próximos. Encontraram mais conforto um no outro do que alguma vez antes, sentiam-se completos. Mesmo pertencendo a lados opostos a guerra, ambos tinham sido postos de parte, como se não fossem dignos o suficiente para combater. Claro que ninguém, estudantes, Weasleys ou Malfoys, podiam imaginar sequer a amizade que havia nascido entre os dois. Os seus encontros ocorriam sempre durante a noite, em salas de aula inutilizadas, ou em passagens secretas esquecidas. Enviavam pequenas e discretas notas entre si sempre que precisavam de companhia ou de um ombro amigo, e encontravam-se na mesma noite.

 

Era tão reconfortante para Ginny ter alguém que se preocupava verdadeiramente com ela e a compreendia. A partir de uma certa altura, a rapariga já não conseguia pensar em mais nada, para além de estar com Draco. Neville Longbottom e Luna Lovegood eram amigos perfeitos nas pequenas rebeliões que Ginny conseguia empreender contra o corpo docente corrompido por Devoradores da Morte; e em todos os outros aspectos eram definitivamente os melhores amigos que podia ter… Mas não eram o Draco.

 

Neville e Luna veneravam Harry e passavam os seus dias a imaginar o que ele, Ron e Hermione estariam a conseguir fazer. Claro que Ginny não queria sequer pensar sobre o assunto… aquele trio egocêntrico tinha-a traído e subestimado. Ela só queria poder esquecer-se deles… especialmente de Harry. Sentia ódio pela sua atitude protectora, e sentia raiva por ele a ter deixado para trás. Draco sabia bem como que era… ser deixado para trás.

 

“Estou quase a chegar…” Ginny murmurou para si própria, respirando a um ritmo acelerado, quando dava a ultima curva e se lançava a toda a velocidade pelo corredor escuro.

 

A memória da última vez que havia estado com Draco veio-lhe ao pensamento… Estavam juntos numa das salas de aula onde se costumavam encontrar, e havia uma incerteza a pairar no ar. Era o último dia antes das férias da Páscoa, e as probabilidades de Ginny não regressar a Hogwarts para completar o último período lectivo eram bastante elevadas. Draco cedeu, e abriu os seus braços convidando-a. Ginny aceitou o seu abraço de bom grado. Era tão bom, tão maravilhoso, ouvir o coração de Draco bater ao encostar a sua cabeça ao peito dele… Era tão reconfortante sentir o calor do seu corpo junto ao dela. As mãos do jovem enterraram-se nos cabelos ruivos dela, e acariciaram-nos gentilmente. Ginny sentiu o seu estômago apertar, e já não tinha certeza do que estava a sentir… Que força estranha era aquela a pulsar-lhe nas veias?

 

“Eu queria perguntar-te uma coisa, Ginny.” Murmurou Draco ao seu ouvido, e os joelhos da jovem começaram a tremer. “Queres fugir comigo? Por favor, vem. Vamos deixar este pesadelo para trás…Ninguém vai sentir a nossa falta.”

 

Ginny não tinha sido capaz de responder a Draco nessa altura, mas agora, na iminência da batalha, estava certa da sua resposta. Correndo mais dois passos, a jovem tinha finalmente chegado à entrada da Sala Comum dos Slytherin. Apesar de se assemelhar a uma parede de pedra bastante sólida, tinha desenhos de cobras e crânios à volta do que parecia uma passagem encerrada. Colocando a sua mão sobre a pedra fria, ela murmurou “Salazar.” No mesmo instante, a parede ganhou vida própria. Duas grandes portas de madeira quente materializaram-se à sua frente, e abriram-se de par em par.

 

Sem conseguir esperar mais, Ginny lançou-se para o interior, analisando a sala à sua frente em busca daquele que mais queria encontrar. Mas a sala estava deserta. “É demasiado tarde…” Ginny gaguejou inconscientemente, e a sua garganta começou a arranhar.

 

“Draco?” Chamou ela, temendo nunca mais poder vê-lo, “DRACO MALFOY!” No entanto, a resposta não veio, e pela primeira vez naquela noite, Ginny temeu o pior.

 

Poucos segundos tinham passado quando chegou aos seus ouvidos o ruído de passos apressados. Alguém corria nos corredores exteriores à Sala Comum dos Slytherin. Alguém que tinha parado diante da passagem, agora encerrada. Ginny escondeu-se o mais rapidamente que conseguiu atrás das sombras das cortinas verdes que cobriam as janelas altas da sala comum. Quem estava neste momento a proclamar a senha secreta podia ser qualquer aluno fiel a Voldemort, ou até um professor… um Devorador da Morte.

 

Os Carrow não. Por favor, os Carrow não! Ginny implorou angustiada nos seus pensamentos enquanto uma figura negra entrava na sala. Quem quer que fosse, vinha a praguejar e a resmungar insultos incompreensíveis à medida que se aproximava das janelas onde a rapariga estava escondida. Uma batida seca soou no ar à sua volta, como se a pessoa tivesse esmurrado o vidro com o seu punho. A curiosidade que começava a assaltar Ginny era bem maior do medo que estava a sentir, e por isso decidiu espreitar por entre as cortinas, sustendo a sua respiração. Sem dificuldade, Ginny viu uma figura masculina apoiada na janela, com a sua testa repousada no vidro gelado. Haviam madeixas loiras a cobrirem o rosto desse jovem, mas ela não precisava de ver os seus traços para o reconhecer…

 

“Draco!...” Suspirou ela de alívio ao deixar o seu esconderijo, lançando-se nos braços dele. O jovem foi apanhado de surpresa. Ginny percebeu pela confusão nos olhos cinzentos de Draco que este considerava a hipótese de estar a sonhar.                                                   

 

“Draco, sou eu… sou mesmo eu. Estou aqui. Voltei!” Riu-se nervosamente, enquanto se deleitava com o calor do corpo dele uma vez mais.

 

“Ginny? Mas como…!?” Gaguejou ele à medida que um sorriso distorcido se rasgou no seu rosto. Os seus olhos pareciam vidrados, como se se enchessem de lágrimas agora que ele apertava o frágil corpo de Ginny contra o seu. Draco não conseguia acreditar que ela estava mesmo ali a seu lado. Aqueles últimos dias em Hogwarts tinham sido um verdadeiro inferno… A pressão exercida pelos Devoradores da Morte infiltrados no corpo docente era demasiada. Eles anciavam fazer Draco desistir das poucas responsabilidades que tinha. A perseguição e humilhação era tão grande, que por várias vezes, o jovem havia considerado pôr fim à sua própria vida.

 

Parecia-lhe impossível viver sem o conforto, a felicidade e a confiança que Ginny lhe trazia, “Senti tanto a tua falta…”   

 

“Mas eu estou aqui agora.” Disse-lhe ela, procurando reconfortá-lo, colocando a sua cabeça no ombro trémulo do jovem.

 

“Tive tanto medo por ti, Ginny…”Suspirou ele, e a sua voz parecia faltar-lhe. Draco não estava a conseguir conter nem mais um minuto os sentimentos negativos que o tinham assolado por tanto tempo. “Tive medo que tivesses sido capturada durante as férias. Tu não regressaste a Hogwarts, e ninguém me dava notícias tuas…O Longbottom e a Lovegood desprezaram-me sempre que lhes perguntava por ti.”

 

“Os meus pais mantiveram-me prisioneira na minha própria casa, Draco…” Tentou explicar-lhe Ginny, olhando fundo nos seus olhos, e sentindo ela própria uma emoção difícil de conter, “Eles não me deixaram regressar às aulas… Eu disse-lhes que não me importava de ser perseguida, porque ninguém me iria conseguir manter aprisionada! Mas só hoje eles me deixaram vir, e eu tinha de aproveitar esta oportunidade para te encontrar, Draco. Suponho que já saibas o que está prestes a acontecer…”

 

“Sim… Calculo o que seja. Vi dois dos teus irmãos a entrarem numa passagem enquanto eu estava a patrulhar os corredores.” A mão fria dele acariciou o resto quente de Ginny, e ele deliciou-se com a suavidade da sua pele, “Percebi logo o que estava para vir… Por isso procurei-te por toda a parte, imaginei que não te conseguissem manter longe de Hogwarts esta noite. Vi o Potter, a Granger, praticamente toda a tua família e a maior parte dos membros da Ordem. Só não te vi a ti!”

 

Ginny riu-se friamente, enquanto os seus dedos deslizavam pelo cabelo dourado de Draco, “Os meus pais acharam que eu ia ficar quieta, como um cão mandado, segura e intocada, dentro da Sala das Necessidades… enquanto eles lutam pela nossa liberdade.”

 

O olhar que o jovem enviou à rapariga estava cheio de orgulho, “Eles não conhecem mesmo a filha que têm…”

 

Houve um estranho momento de silêncio entre os dois, durante o qual apenas trocaram olhares desarmados. Durante esse momento, Draco sentiu um impulso demasiado forte para beijar os lábios de Ginny. Mas resistiu-lhe, com um suspiro grave.

 

“Draco,” Ginny começou, com um ligeiro tremor na sua voz. “Eu tenho uma resposta para ti… para o que me perguntaste à três meses atrás.”

 

O nervoso ligeiro que ela estava a sentir passou para o jovem, e ele receou o que Ginny lhe iria dizer. Mesmo assim, esperou que ela falasse, acenando-lhe para que continuasse. E ela assim o fez.

 

“Eu quero que compreendas que a minha resposta poderia ser diferente se te tivesse sido dada mais cedo… porque neste preciso momento, nenhum de nós pode fugir da batalha que se está prestes a travar. Esta é a hora de assumirmos as nossas alianças, e lutar.”

 

Draco assentiu com a cabeça, e colocou novamente os seus braços em torno da cintura fina de Ginny, sem querer pensar que dali a momentos estariam a combater um contra o outro. “Claro… Compreendo perfeitamente o que queres dizer.”

 

“Por isso…” Ginny continuou, com a sua voz a tremer ainda mais, e agora com as duas bochechas a ficarem rosadas, “…quando isto acabar, Draco, e se sobrevivermos a esta noite, eu não me quero voltar a separar de ti.”

 

O rapaz achou que pudesse estar a sonhar, estava a ter dificuldade em acreditar no que tinha acabado de ouvir. Já sem conseguir resistir ao impulso, Draco tomou o rosto de Ginny com uma das suas mãos, e num gesto que nunca se tinha atrevido a fazer, beijou carinhosamente aqueles lábios cor de cereja. No segundo seguinte separaram-se, assustados e envergonhados com eles próprios. Timidamente trocaram novos olhares… mas não lhes demorou muito mais a perceber que iriam querer voltar a repetir aquele beijo. E foi mesmo isso que fizeram. Entregaram-se nos braços um do outro, procurando calar o desejo que tinham escondido durante metade daquele último ano.

 

Quando já tinham  perdido noção de onde estavam, e do que estava para acontecer dentro das paredes de Hogwarts, foram acordados por sons que se assemelhavam ao rugido de trovões… Ambos sabiam que não era o inicio de uma tempestade. Era o som dos primeiros feitiços e maldições de uma grande batalha que ninguém sabia como ia terminar... Aquele era o som da guerra.

 

“E assim começa…” Suspirou Draco gravemente, cheio de lamento na sua voz, enquanto acariciava o cabelo ruivo de Ginny uma vez mais.

 

Ela não respondeu. Estava concentrada a tentar memorizar o tom exacto de cinza dos olhos de Draco, e o aroma preciso da sua pele. Mais depressa do que gostariam, aqueles rugidos e estrondos foram-se aproximando da sala comum dos Slytherin, sendo seguidos por gritos agonizantes de alguém em grande sofrimento.

 

“Não podemos ficar aqui mais tempo, Draco.” Murmurou Ginny, tentando calar a vontade de se manter escondida com ele naquela sala. Se se mantivessem bem escondidos, certamente que ninguém os encontraria.

 

Draco deu um passo atrás, afastando-se de quem mais queria manter-se próximo, e avançou para a dupla porta de madeira negra, que era neste momento a única barreira entre aqueles dois jovens e a grande batalha de Hogwarts. Ginny apressou-se a segui-lo, dando dois pulos em seu encalço e parando-o por uma mão. Ele parou no mesmo instante, encarando novamente Ginny, com um olhar bastante tenso, e ela pode perceber que também ele tinha sido tomado pelo receio. Apesar de estar assustada por dentro, Ginny forçava-se por manter-se lúcida, corajosa, pela sua sanidade mental, e por ele também. Num último gesto de carinho, ela abraçou-se ao seu peito, e murmurou-lhe com um sorriso triste, “Aconteça o que acontecer esta noite, ainda bem que te conheci…e ainda bem que te encontrei esta noite, antes de ser tarde demais.”

 

Sem que se conseguisse controlar, Ginny deixou cair uma lágrima magra, ao desejar em silencio que essa não fosse a última vez, que aquele não fosse o último abraço… e que o primeiro beijo partilhado entre eles, não fosse também o último. Draco não se conseguiu impedir de a beijar novamente, queria que o tempo parasse, queria não ter a obrigação de sair aquela porta e lutar… No entanto, era mais forte que ele. Ele não iria fugir como um cobarde. Draco ia mostrar a todos os Devoradores da Morte e ao próprio Senhor das Trevas, que não o deviam ter subestimado. E naquele instante, Draco tomou uma decisão.

 

“Ginny…” O tom da sua voz tinha mudado, tinha ganho novo ânimo, o que fez a rapariga olhá-lo com surpresa, “Eu tomei uma decisão. Não me vou manter ao lado daqueles que destruíram os meus pais, e quase me destruíram a mim. Eu vou lutar ao teu lado.”

 

A rapariga não foi capaz de expressar o alivio e a felicidade que sentiu naquele momento. Sentiu uma nova força revigorar-lhe a alma. “Draco, tu tens a certeza do que estás a dizer? Tu tens noção do que isso implica?” Perguntou-lhe ela, soltando uma gargalhada nervosa involuntária.

 

“Claro que sim, Miss Weasley.” Ele respondeu-lhe com um sorriso brilhante, “Implica lutar ao lado daquela que amo.”

 

Os seus olhares ficaram presos com uma intensidade nunca antes sentida. Desta vez não se beijaram, apenas se fitaram, testa com testa, rindo e sorrindo numa estranha inocência. Agora, ambos se sentiam seguros, fortes e preenchidos. Sabiam que juntos eram mais fortes, e que ninguém os iria conseguir derrotar. Depois do que pareceu uma deliciosa eternidade, quebraram aquele doce abraço, mas mantiveram-se de mãos dadas. Agora sim, estavam preparados para enfrentar aquela guerra. Empenharam as suas varinhas ao mesmo tempo, tendo perfeita noção que já do outro lado da porta diante deles, estava a ser travado um duelo aceso.

 

Os seus olhares cruzaram-se uma última vez, quando a mão com que Draco empunha a sua varinha repousou sobre a maçaneta de bronze.

 

“…Juntos?” Perguntou ele.

 

“… Juntos.” Respondeu-lhe ela com um sorriso encorajador.

 

E assim Draco abriu aquela dupla porta de par em par. Saíram juntos da segurança da sala comum, que agora ficava para trás. Corriam de mãos dadas, rindo como dois loucos, lançando o maior número de maldições que conheciam na direcção de todos os Devoradores da Morte que encontravam. Apesar de estarem no meio de uma chuva de feitiços e maldições, com estilhaços de vidro e pedaços de pedra a voar em todas as direcções, estavam mais felizes do que alguma vez se tinham sentido. Não receavam o futuro. Dor, ferimento ou morte, NADA os iria parar. Muito para além do amor que os unia, tinha finalmente chegado a sua hipótese de mostrar ao mundo o quanto valiam, e quão perigosos poderiam ser para os seus inimigos. Juntos estavam a dar uma lição a quem os tinha subestimado… Fazendo-os compreender que nunca deveriam ter deixado para trás Ginny Weasley e Draco Malfoy.

 

 * *  

 

Momento memorável este, em de renascimento do blog! :O Demorou mais do que o prometido, mas cá está, uma pilha gigante de palavras em forma de one-shot. Espero não desiludir ninguém, é uma história bastante simples que escrevi numa noite de tédio... mas mesmo assim tenho carinho por ela. Espero que não esteja demasiado lamechas! E não se acanhem com as opiniões, quero ouvi-las! :D

 

Loads of kisses to all of you, my dears!

See you soon.

 

sinto-me: FELIZ! :D
música: Band of Horses - Funeral

publicado por Dreamer às 23:36

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Dreamer @ 23-02-2009
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